Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 19/07/2020

O ano de 2020 trouxe consigo um verdadeiro caos mundial. Sendo a pandemia do novo coronavírus a maior motivadora para essa desordem, que teve seu início na China. As ações governamentais desestabilizaram enormes potências e provocaram crises financeiras inimagináveis, visto que com o isolamento social várias pessoas não puderam trabalhar, causando o aumento da despesa pública e a falência de empresas. Logo, seria necessário analisar esses impactos econômicos causado pela pandemia, bem como medidas para amenizá-los.

Convém ressaltar, a princípio, que as medidas provisórias adotadas pelo governo brasileiro para ajudar, tanto empresas quanto famílias que perderam seus rendimentos, teve como consequência um grande rombo nos cofres públicos. Segundo o Tesouro Nacional, boa parte dos gastos foram destinados aos beneficiários do auxílio emergencial, os custos são equivalentes a 95,5 bilhões de reais, representando mais da metade de toda a quantia usada para conter os impactos da pandemia. Isso acontece porque a maioria das famílias tiveram que seguir os critérios de isolamento social e quarentena a fim de evitar a dispersão do vírus no país, consequentemente, essas sofreram uma queda em seu faturamento mensal e assim, buscaram a assistência do governo para arcar com suas despesas, já que as dívidas foram maiores que os lucros. Diante disso, fica evidente que as precauções tomadas pela sociedade estão deixando o Brasil com saldo negativo.

Ademais, outro entrave para o déficit na economia brasileira é a falência das empresas, que paralisam seus negócios por conta da pandemia. Isso prejudica não só os empreendedores, mas também os funcionários, que necessitam daqueles empregos para se sustentar. Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) no mês de julho de 2020, mostraram que 39,4% das empresas fecharam pelos impactos do coronavírus. Tal questão pode ser justificada pela diminuição do fluxo de pessoas na rua, devido a obrigatoriedade de isolamento social. Em consequência, a falta de consumo pode desencadear uma cadeia de problemas, como débito ativo e desempregos, e isso pode vir a tornar-se um ciclo vicioso. Sendo assim, a ausência da movimentação comercial contribui para a redução da economia nacional.

Infere-se, portanto, a necessidade do governo e das empresas tomarem uma atitude. O primeiro, com o apoio do IBGE, pode mapear a cidade e monitorar as ruas, liberando o afluxo de pessoas em determinados dias, possibilitando as essas o acesso ao trabalho, para que não recorram ao governo. E a segunda deve controlar o turno dos funcionários a fim de que todos tenham seus empregos. Só com medidas como essas que o comércio vai se movimentar e a economia progredirá e sairá do vermelho.