Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 18/07/2020
A pandemia do Coronavírus tem gerado inúmeras consequências para as nações diversas. Dentre os efeitos, pode-se citar as inúmeras mortes causadas pela Covid-19. Entretanto, é essencial também destacar que a doença ocasiona grandes impactos na economia, que é a principal forma de sustentação de um país. Esses problemas econômicos resultantes da enfermidade são sustentados, sobretudo, pela paralisação de atividades como o comércio e pelos enormes gastos estatais para resolver os problemas originados. Portando, faz-se necessária a análise e resolução dessa problemática.
Em primeira ordem, é visto que o governo tem tido altíssimos custos para minimizar os prejuízos causados pela doença. De acordo com a Secretaria Especial da Fazenda, em quatro meses, o Estado havia gasto um total de 334,4 bilhões de reais para atenuar os efeitos da pandemia, o que equivale a 4,7% PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Dessa forma, torna-se evidente que tais gastos limitam o orçamento do país, com um dinheiro que não retorna facilmente e que deixa de ser investido em áreas como educação e infraestrutura, setores que atraem novas empresas e que fazem parte da manutenção das exigências do mercado.
Por outro lado, a paralisação de atividades como o comércio também ocasiona impactos econômicos em cadeia. Tal situação faz com que ocorra queda no consumo pelas pessoas. Como as compras diminuem, o lucro das empresas também, que tendem a tomar medidas de redução de custos, despedindo funcionários em massa. Com a diminuição das rendas das famílias desempregadas, estas tendem a guardar mais o dinheiro e consumir menos, diminuindo ainda mais o rendimento empresarial, que enxuga ainda mais a produção. A situação torna-se um ciclo vicioso que pode parar a economia, ocasionando estagnação, e exige que o governo injete mais capital no mercado, aumentando as despesas estatais. Desse modo, a paralisação das atividades econômicas torna-se o principal fator que sustenta a crise financeira pandêmica.
Portanto, é essencial a tomada de providências que controlem tal situação. Para isso, é preciso que o Estado incentive a manutenção e continuidade dos negócios já existentes, por meio da diminuição dos impostos cobrados sobre as empresas – como a prática de incentivos fiscais, por exemplo. É preciso também que esse mesmo agente garanta o poder de compra da população, mediante a manutenção da renda das famílias – com a promulgação de um auxílio emergencial às pessoas. Tais medidas têm como finalidade minimizar os impactos na economia gerados pela pandemia. Assim, somente com a tomada das ações citadas será possível alcançar esse objetivo.