Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 19/07/2020

A Peste Negra, transmitida pelas pulgas dos ratos, dizimou cerca de um terço da população europeia no século XIV. O elevado número de mortes reduziu a disponibilidade de mão-de-obra, como resultado, houve o enfraquecimento do sistema feudal. Por analogia, a sociedade atual está passando pela pandemia de coronavírus, que tem ocasionado impactos na economia do país, como o aumento no índice de desemprego e mudanças no funcionamento das vendas.

Em primeiro lugar, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um aumento de cerca de 2,6 milhões de desempregados entre o período de maio e junho de 2020. Uma vez que, como forma de conter a disseminação do vírus, inúmeras atividades foram suspensas e como forma de diminuir as despesas, as empresas reduziram o quadro de funcionários ou

adequaram os salários de forma proporcional a carga horária de trabalho.

Ademais, segundo o filósofo Émile Durkheim, os fenômenos sociais possuem a capacidade de afetar toda a coletividade. Assim, é possível analisar que as empresas tiveram de se reinventar de acordo com a nova situação e com a necessidade dos consumidores. Por consequência, as lojas têm diversificado a forma de pagamento, optado por vendas on-line e entregas domiciliares, com intuito de manter o fluxo de vendas, apesar de muitas pessoas estarem evitando gastos no momento. Porém, inúmeros empresários não estavam preparados para lidar com a situação, tendo assim, o fechamento de estabelecimentos e contribuindo para a estagnação econômica do Brasil.

Logo, é preciso que o Ministério da Economia promova um programa de renegociação de dívidas para pessoas físicas e jurídicas - com a oferta de descontos e parcelamentos -  por meio de um site e aplicativo, com intuito de que os inadimplentes, que estão desempregos ou com renda familiar reduzidas, tenham oportunidade de quitarem as dívidas e reduzir o impacto da crise financeira provocada pelo novo coronavírus. Ademais, o Ministério da Economia, em parceria com as instituições de ensino financeiro, devem ofertar cursos gratuitos aos empresários, a fim de orientar os profissionais ao planejamento de finanças e como atuar em momentos de crise.