Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/07/2020
Novo inimigo, antiga ameaça
Há pouco mais de 100 anos atrás a gripe espanhola, dada como a maior pandemia do século XX que se originou da mutação do vírus da influenza que se propagava através de aglomerações, gerou além de mortes que possam ter alcançado 40 milhões de pessoas, um recuo de até 8% na economia mundial se tornando o quarto evento com maior impacto econômico ficando para trás somente da 2ª. guerra mundial, a grande depressão dos anos 1930 e a 1ª. guerra mundial. Em 2020 o mundo enfrenta outra pandemia com certa semelhança com a gripe espanhola é originada da influenza, a Sars-CoV-2, causador da atual pandemia de covid-19.
Com a necessidade de isolamento social, decorrente do avanço do coronavírus, e a falta de esperança alimentada pela falta de vacina centenas de empresas se encontram com receita em declínio já que devem cumprir dias alternados de funcionamento e em outros casos devem permanecer fechadas durante um tempo e assim tendo de que demitir funcionários e por outros em modo ocioso, para que assim não fechem, contudo funcionários autônomos não dispõem da mesma possibilidade e com isso cada vez mais pessoas usam do auxílio emergencial disponibilizado pelo governo com a esperança de movimentar a economia, mas ainda sim ocorrem fraudes quanto a distribuição.
De acordo com dados publicados pela Folha de São Paulo, o Brasil terá maior queda em ao menos 120 anos e o produto interno bruto (PIB) da América latina terá um recuo de 4,6% de acordo com a projeção publicada pelo Banco Mundial e outros dados recentes demonstram a alta do dólar, chegando aos R$ 5,39 impactando diretamente no preço dos produtos e com isso gerando maior dificuldade em vender os produtos, causando deficit econômico e instabilidade, ocasionando protestos e com isso a maior dificuldade em combater a pandemia, prolongando o fechamento dos comércios, desvalorizando o Real e consequentemente aumentando o valor dos produtos e gerando mais protestos causando um ciclo vicioso.
Destarte é possível afirmar que incube ao governo juntamente a veículos de comunicação alertar a população por rádios, sites, jornais televisionados ou impressos, sobre a forma de contagio do vírus e portanto que as consequências de realizar protestos ou aglomerações será o adiamento da reabertura total do comercio. Cabe também ao governo fiscalizar se as pessoas que estão solicitando o auxílio, realmente necessitam, a fim de evitar fraudes e juntamente ao ministério da economia reavaliar se a porcentagem dos impostos acometida aos produtos não está sendo um empecilho para movimentar a economia.