Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 20/07/2020

Durante a década de 30, países ao longo do globo foram impactados catastroficamente devido a quebra da bolsa de valores. Atualmente, dados da FMI e OCDE indicam que quase todos países sofrerão declínio econômico ao longo de 2 trimestres, isso devido ao surto do covid-19. Não apenas isso, é previsto que, de acordo com a OMC, o recuo econômico global seja de 32%. Portanto, entre as vítimas, o Brasil se destaca com previsão para 5,3% de retração em sua atividade econômica. Desse modo, torna-se indiscutível que, caso sem haver quaisquer planos econômicos, as consequências resultarão o desemprego em massa e condições ainda mais deploráveis para populações  e empresas economicamente vulneráveis.

Por conseguinte, tem-se em mente a necessidade para a população distribuir seu capital. Entretanto, é visto não existe adoção para medidas distributivas e renda básica permanente. Segundo Nelson Barbosa, não há muitas maneiras que o mercado se reestruture independentemente, pois o poder de capital do população foi retirado. Portanto, é certo que existirá famílias e empresas com renda menor, mais dívidas e, logo maior incerteza. Dessa forma, seria muito mais difícil se caso o setor privado pretendesse se recuperar por conta própria.

Dessa forma, é necessário que a população detenha o poder para realizar a circulação de capital, pois muitos possuem pouco e, por isso, gastam pouco, logo, por outro lado, alguns possuem mais, entretanto, gastam menos, dado o inexistente amparo comercial. Para isso, é necessário que o Estado tome providências para controlar seu teto de gastos, visto que a realidade do mercado possui sua perspectiva modificada, e retomar investimentos públicos, medidas redistributivas e adoção de renda básica permanente, haja vista que, embora os gastos são maiores, é vital que as dívidas sejam pagas após o país se recuperar, pois é desnecessário e imprudente que famílias e empresas devam capital quando não os têm enquanto existe a opção em que podem ser incentivados a investir. Dessa maneira, o Brasil se prosperará nesse momento de delicadeza e insegurança.