Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 19/07/2020
A pandemia de Coronavírus tem provocado abalos nos mercados globais e paralisado atividades econômicas no mundo todo, com impactos na produção industrial, comércio, emprego e renda. Organização Mundial do Comércio prevê queda de até 32% no comércio global este ano. Diversos países já entraram em recessão e, na avaliação de vários economistas e observadores, a economia global deverá sofrer anos até se recuperar das perdas da crise provocada pelo Coronavírus.
Primeiramente, na China, onde o surto começou, embora a maior parte das atividades já tenham sido retomadas, o PIB caiu 6,8% no 1º trimestre, na primeira contração de 1992, quando dados trimestrais oficiais do PIB começaram a ser publicados no país.Já a economia da zona do euro encolheu 3,8% no 1º trimestre de 2020, o maior declínio trimestral já registrado pela série histórica iniciada em 1995.
Segundamente, a pandemia de Coronavírus vai levar a economia mundial a registrar em 2020 o pior desempenho desde a grande depressão de 1929, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). O órgão passou a estimar que o Produto Interno Bruto (PIB) global deve recuar 3% neste ano.O FMI projeta que 80% dos países vão apresentar recuo da atividade econômica (154 países em 193) em 2020. Tomando como base todos os países da amostra do FMI, em 2009, 47% dos países tiveram retração (91 países em 192), segundo levantamento do Ibre/FGV.
Em vista dos aspectos analisados, é mister que uma frente de trabalho de saúde pública e a retomada de obras paradas estão entre as propostas do economista Nelson Barbosa para recuperação da atividade após o fim do isolamento social imposto pela nova doença. Para Barbosa, um programa de “seguro-renda” — como o seguro-desemprego atual, mas voltado a todos os trabalhadores, incluindo informais — é uma opção para a ampliação da proteção social na nova conjuntura.