Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 27/07/2020

Durante o século XX, ocorreu, no continente europeu, a doença responsável pela pior pandemia da época, conhecida mais tarde como gripe espanhola. Tal gripe, vigente durante o período da Primeira Guerra Mundial, arrecadou mais óbitos do que o próprio campo de batalha, isso representou mais tarde, em um momento pós-guerra, impactos econômicos a níveis mundiais, já que grande parte da mão-de-obra dos comércios e empresas foi dizimada. De forma análoga, hodiernamente, passa-se por um novo cenário pandêmico, agente de renovados abalos na economia, relacionados a paralisação dos comércios, demissão e morte de trabalhadores. Dessa forma, é válido analisar os fatores que favorecem a temática em sua conjuntura.

A priori, diante da realidade do Coronavírus verifica-se a necessidade de distanciamento social pela população , que para de sair às ruas para consumir, são dispensados para trabalhar e empresas são obrigatoriamente fechadas ou têm seu funcionamento apenas parcial, como resultado, as instituições, enfrentam atividades extremamente baixas, que se refletem no consumo das famílias, que, por sua vez, às submetem ao desligamento de funcionários, que ficam sem uma fonte de renda e sem a possibilidade de compra, dando início a um ciclo vicioso e agravando o cenário econômico cada vez mais.

A posteriori, pandemias têm sido, ao longo da história, fatores que aumentam o nível de incerteza dos mercados e ,portanto, podem levar a decisões que inibem os investimentos e induzem à recessão. Sabe-se que a economia se mobiliza de acordo com as perspectivas dos investidores a respeito do mercado. Expectativas otimistas induzem ondas de investimentos, no entanto, não há previsibilidade em um cenário epidêmico, em que trabalhadores são demitidos, negócios são fechados e há queda do consumo, nesse caso, os agentes econômicos reconsideram suas decisões e diminuem suas aplicações, levando os mercados à crise em nível mundial, prova disso são os dados da Organização Mundial do Comércio, que preveem recuo de 32% do tráfico global.

Conclui-se que a epidemia contemporânea ocasiona em grandes impactos na economia, tanto nacional, quanto global. Logo, como a crise deixará um cenário de grande desemprego, queda de investimentos e renda e aumento da desigualdade, o cenário pós-pandemia deverá ser, portanto, um momento de grande concentração de esforços para haver sua reestruturação. Assim, seria vantajoso para a população que, o Governo Federal, ofereça estímulos fiscais temporários, como o corte ou adiamento de impostos seletivos, para que a população tenha a possibilidade de sobreviver ao mesmo tempo que inicia-se a movimentação gradual da economia.