Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 23/07/2020
A sociedade atual passa por um dos momentos mais dramáticos das últimas décadas: a presente pandemia do coronavírus, a qual já causou mais de 19.000 mortes no Brasil. Ainda assim, há quem acredite que os impactos econômicos das medidas preventivas adotadas pela maioria dos países afetados, em conformidade com orientações da Organização Mundial da Saúde, justificariam o relaxamento imediato destas medidas. Desse modo, a situação se torna ainda mais grave seja pela omissão governamental de alguns lugares, seja pela negligência comportamental da sociedade, sendo necessário medidas a fim de combater seus impactos no cotidiano.
Desde Adam Smith e David Ricardo, sabe-se que a origem de toda riqueza é o trabalho, porém na realidade atual as principais medidas preventivas contra o coronavírus são o distanciamento social e a quarentena. Desse modo, fica claro que se os indivíduos estão afastados do trabalho, não há produção de riqueza, não há renda e não há consumo a movimentar a economia. É um ciclo vicioso cujo impacto e claro: uma crise econômica com amplo desemprego e empobrecimento geral da população.
Entretanto, a superlotação das unidades de tratamento intensivo devido a esta pandemia já é fato nas maiores cidades do mundo, como Nova Iorque e São Paulo. Sem UTIs disponíveis, dezenas de milhares de pessoas a mais morrerão pela simples impossibilidade de tratamento, e as únicas medidas comprovadamente eficazes para que isso aconteça são os já mencionados acima, distanciamento social e quarentena. Ora, ninguém em sã consciência ousaria sacrificar as vidas de seus entes queridos para evitar alguns anos de recessão.
É evidente, portanto, que a vida é insubstituível e muito mais valiosa do que qualquer bem ou serviço que possa ser provido pelo mercado. Dessa forma, é fundamental que todos façam a sua parte no combate ao coronavírus, sendo assim, cabe ao Estado atenuar na conscientização da população e no desenvolvimento de políticas de assistência social, a fim de amenizar a crise econômica, adjunto com a sociedade que deve respeitar o distanciamento social com intuito de não sobrecarregar o sistema de saúde público. Espera-se dessa forma que os impactos da economia sejam reduzidos sem prejudicar a saúde de ninguem.