Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 26/07/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne à economia brasileira em meio à pandemia do coronavírus, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão da economia em pauta, que persiste influenciada pela catástrofe sanitária e instabilidade política. Em virtude do surto da Covid-19 e com o objetivo de evitar seu contagio e propagação, foi determinado o fechamento do comércio em todo o país, com exceção de estabelecimentos considerados essenciais, como farmácias, supermercados, serviços de alimentação, entre outros. Em virtude desse fato, o setor do comércio que mais foi prejudicado foi o setor de serviços, que representa mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) e dos empregos do país. Segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB brasileiro deve recuar 9,1% neste ano. Por consequência, o país pode presenciar a sua primeira década de recessão em 120 anos. Entretanto, o PIB não é o único que alcança nível recorde. De acordo com estimativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa de desemprego pode chegar a 18,7% ao final deste ano, 5,9% a mais que no ano passado. Isso ocorre pelo motivo de, além de muitas empresas ameaçarem fechar as portas, outras delas optam por despedir seus empregados com o objetivo de diminuir os gastos em meio à pandemia. Ademais, aqueles que não perderam seus empregos tiveram seu salário e jornada de trabalho diminuídos. Em contrapartida, muitos trabalhadores acabam por recorrem ao mercado informal de trabalho — ou seja, sem carteira assinada —, principalmente às empresas de aplicativo, dentre elas o iFood Delivery e o UberEats, operando como entregadores. Portanto, a crise econômica em foco representa uma ameaça não concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Ministério da Economia deve promover medidas de apoio no momento de calamidade pública por meio de flexibilização de leis trabalhistas para manutenção de empregos. Espera-se, com isso diminuir os efeitos da pandemia nas taxas de desemprego e PIB do país e, consequentemente, seus impactos negativos na economia.