Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 27/07/2020
A Grande Depressão, ocorrida em 1929, se deu devido a superprodução e especulação financeira. Tal problemática ocasionou uma grande recessão econômica, que atingiu o capitalismo e acentuou o declínio do liberalismo econômico, devido, principalmente, pela alta queda da bolsa de valores. No atual cenário mundial, o novo Coronavírus não é responsável apenas pelos elevados índices de mortes, como também pela forte retrocessão econômica, já que o vírus compromete grande parte dos setores econômicos. Desse modo, fica evidente a essencialidade de se analisar as causas acerca desse impasse.
Em primeira análise, é válido ressaltar a perspectiva do filósofo Edward Lorenz, que explicita a Teoria do Caos, a qual afirma que uma pequena mudança no início de um evento pode trazer consequências maiores no futuro. Essa hipótese está diretamente ligada a situação econômica atual na crise do Covid–19, uma vez que, com o atual surto pandêmico, o mercado de investimentos está em uma contínua oscilação e países como o Brasil agem com grande ceticismo em relação ao LockDown, o que se torna um obstáculo do que diz respeito ao controle da disseminação do vírus e a reabertura gradual do comércio.
Ademais, países que não seguiram a risca o isolamento social, possuem grandes dificuldades em retomarem as atividades comerciais. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), soma-se mais de 12,5 milhões de desempregados em todo o mundo. Tal fato é consequência da queda de produção industrial, uma vez que diversos países se veem impossibilitados de prosseguirem com suas atividades, devido ao novo vírus. Dessa forma, a produção e importação de bens é ameaçada, obrigando grandes empresas a fecharem suas portas e demitirem diversos funcionários.
Em síntese, faz-se necessário medidas para minimizar a atual recessão. Logo, cabe aos meios midiáticos a disseminação de informações, por meio de propagandas que reafirmem a importância de se cumprir a quarentena, a fim de diminuir o contágio e progredir as atividades comerciais. Além disso, é dever do Governo, por meio de emendas constitucionais aprovadas na Câmara, investir recursos financeiros na saúde, para que sejam realizadas previsões e ações preventivas acerca do assunto. Destarte, haverá um maior equilíbrio e prevenção de consequências futuras, assim como propôs Edward.