Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 20/07/2020

A sociedade atual passa por um dos momentos mais dramáticos das últimas décadas: a presente pandemia de Coronavírus, a qual já causou quase duzentas mil mortes. Ainda assim, há quem acredite que os impactos econômicos das medidas preventivas adotadas pela maioria dos países afetados, em conformidade com orientações da Organização Mundial de Saúde, justificariam o relaxamento imediato destas medidas.

É necessário reconhecer que estas pessoas não estão de todo erradas. As principais medidas preventivas são o distanciamento social  e a quarentena. Desde Adam Smith e David Ricardo, sabe-se que a origem de toda riqueza é o trabalho. Se as pessoas estão afastadas do trabalho, não há produção de riqueza, não há renda e não há consumo a movimentar a economia. É um ciclo vicioso cujo impacto é claro: uma crise econômica com amplo desemprego e empobrecimento geral da população.

Entretanto, a superlotação das unidades de tratamento intensivo devido a esta pandemia já é fato nas maiores cidades do mundo: de Nova Iorque a São Paulo. Sem UTI’s disponíveis, dezenas de milhares de pessoas a mais morrerão pela simples impossibilidade de tratamento, e as únicas medidas comprovadamente eficazes para evitar que isto aconteça são o distanciamento social e a quarentena.

É evidente, portanto, que a vida é insubstituível e muito mais valiosa do que qualquer bem ou serviço que possa ser provido pelo mercado. Assim, é fundamental que todos façam a sua parte no combate ao coronavírus: o Estado, por um lado, deve atuar na conscientização da população e no desenvolvimento de políticas de assistência social para amenizar a crise economica, e a sociedade, por outro, deve manter o distanciamento social e a quarentena a fim de não sobrecarregar o sistema de saúde.