Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 21/07/2020

Segundo o filósofo John Locke, é responsabilidade do governo garantir o bem-estar da sociedade, pois, caso contrário, ele estaria quebrando o contrato social. Entretanto, poucos países -como a Islândia- reagiram de maneira prática e adequada à pandemia de coronavírus por causa da preocupação com os impactos econômicos. Nesse prisma, torna-se indispensável analisar as influências da pandemia na economia através do crescimento do desemprego e do setor informal.

Dessa forma, nota-se que o aumento no número de demissões em meio ao surto de COVID-19 incentivou a desigualdade social. Assim, vale ressaltar o caso do Brasil, que possui a segunda maior concentração de renda do mundo de acordo com a ONU e que vem aprofundando a problemática no contexto vigente. A partir disso, forma-se um ciclo, no qual a parcela carente da população tende a sofrer diretamente com os impactos econômicos, o que resulta em um menor direcionamento da renda familiar para educação ou especialização dos indivíduos e de seus filhos e no consequente despreparo para o mercado de trabalho.                     Dessarte, é essencial compreender a relação entre o desemprego, o crescimento do setor informal e suas consequências em meio à pandemia. De acordo com o IBGE, o trabalho informal já alcança 41,3% da população. Assim, é válido reconhecer que a informalidade resulta na formação de profissionais que em caso de doença, por exemplo, ficarão sem um devido suporte governamental, além de que favorecerão a diminuição do consumo intensificando os impactos econômicos.

Portanto, urge que os Ministérios da Educação e Comunicação atuem no combate ao desemprego. Assim, faz-se necessário o governo invista nos profissionais do setor informal, além de capacitá-los para a construção de pequenas empresas por meio cursos gratuitos lecionados por especialistas em empreendedorismo em escolas, rádios e programas de televisão com o intuito disponibilizar novas vagas de emprego. Para que, assim como afirmou John Locke, o contrato social seja efetivo a toda a sociedade.