Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 24/07/2020
Em 1980, foi elaborado o termo “Globalização” o qual é marcado pelo avanço nos sistemas de transporte e comunicação, e descreve o processo de intensificação da integração econômica e política internacional, onde indivíduos, o governo e as empresas realizam transições financeiras estando fortemente interligados sujeitos a uma reação em cadeia proveniente de qualquer interferência benéfica ou maléfica no sistema. Quatro décadas após o ocorrido, o mundo presencia um dos maiores obstáculos para a economia mundial: a pandemia do novo corona vírus, sendo necessário analisar as decorrências dessa pandemia na atual sociedade e na economia global.
A princípio, é imperativo analisar a longevidade da pandemia, visto que caso o período seja maior do que o esperado, os impactos sobre a economia podem ser duradouros. É importante salientar, também, que com o fechamento das fronteiras de importação e exportação como prevenção para evitar a disseminação do Covid-19, empresas de grande e pequeno porte, principalmente, as que dependiam tanto de matérias-primas como produtos industrializados provenientes de outros países, estão sofrendo com o desequilíbrio econômico causado por essa interrupção nas atividades, gerando um aumento no número de indivíduos desempregados e consequentemente elevando o índice de pobreza mundial, gerando a aparição de uma crise econômica.
Somando a isso, após estudos realizados pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) houveram projeções de cenários onde há forte retração do comércio em 2020. Ademais, as pesquisas realizadas resultaram na teoria onde na melhor das hipóteses o comércio internacional cairá 15% em relação a 2019, ou na pior delas, cairá 25%. Para 2021, a estimativa é que haja alta – os cenários são de aumento de 4%, 7% ou 10%. Em todos os cenários, a recuperação não será suficiente para compensar as reduções de 2020.
Por isso, conclui-se que deve haver um aumento nos investimentos feitos pelo poder público: medidas para facilitar a renegociação de empréstimos de famílias e empresas. A decisão deve beneficiar aquelas pessoas e firmas que não são inadimplentes e apresentam capacidade financeira boa. É necessário que o governo prepare um pacote fiscal com uma quantia em dinheiro altamente significativa, a qual será destinada a subsídios a empresas e transferências a pessoas de baixa renda, com o objetivo de proteger empregos e a população mais pobre. Além disso, a autoridade monetária deve cortar os juros para tentar manter a economia aquecida.