Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 26/07/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Os impactos da pandemia na economia refletem essa realidade, uma vez que persiste influenciado pelo aumento do desemprego, que ocorre devido a diminuição das atividades comerciais, além do pânico gerado pelo medo de ser contaminado, o qual acaba levando a baixa produtividade.

De acordo com a pesquisa feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), estima-se que a taxa de desemprego global terá alta de 9,5%, enquanto o PIB brasileiro terá uma queda de 5,3%. Essa queda ocorre por causa da redução do mercado consumidor, pois os Governos Estaduais recomendaram que o tráfego pelo comércio fosse limitado para que o impacto da contaminação pelo vírus fosse reduzido. Desse modo, várias empresas, tanto grandes quanto microempresas, sofreram com essa queda comercial. Como diz a pesquisa da Boa Vista, “houve um aumento de 30% nos pedidos de falência, comparados de maio para abril”.

Dessa forma, o caos foi gerado pelo medo de ser contaminado, como pode-se ver em um levantamento recente do Datafolha, “45% da população declarou ter muito medo de ser infectado”. Devido a isso, o ambiente familiar tornou-se mais desconfortável, pois existem profissões, como a dos profissionais de segurança, que não tiveram suas atividades interrompidas. Isso causa o desconforto familiar ao fazer a família se preocupar com seu parente ter se contaminado durante sua escala no emprego.

Diante dos fatos mencionados, um plano de resgate financeiro para empresas deve ser feito, a partir do corte de gastos, para que assim a base do PIB possa se estabilizar novamente. Para a diminuição do caos gerado nas pessoas, o Ministério da Saúde deve providenciar psicólogos e psiquiatras para que possam reduzir o estresse acumulado pelos trabalhos. Espera-se, com isso, que o Brasil consiga ter uma recuperação positiva.