Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 25/07/2020

O novo Coronavírus não foi o primeiro contágio viral vivenciado pelo homem, visto que ao longo da história humana houve outros surtos, como o da varíola no século XVIII, tal qual incentivou o desenvolvimento da primeira vacina conhecida. No entanto, em escala global e simultânea, a pandemia da COVID-19 impacta economicamente todos os países, uma vez que ocasiona não só o aumento nas taxas de desemprego, mas também agrava a realidade de desigualdade social. Desse modo, é notória a necessidade de ações ministeriais que atuem de forma a diminuir os impactos negativos da pandemia.

Em primeira análise, é notável que as taxas de desemprego se intensificaram com a pandemia. Acerca disso, o distanciamento social, medida de saúde e segurança adotada, ocasionou queda nas produções, consumo e consequentemente, providências empresariais de redução de gastos. Dessa forma, o aumento nas taxas de demissões durante o surto da COVID-19 associa-se também a piora nos indicadores econômicos do país, além de aumentar os gastos governamentais pela necessidade de assistência social. Nesse sentido, é indispensável que se pense em ações para auxiliar o setor empresarial, para que o impacto sobre os empregos sejam amenizados.

Em segunda análise, nota-se que a pandemia expôs e agravou o cenário da desigualdade global. Sendo assim, segundo o discurso da filosofa Judith Butler, o vírus atinge a população de maneira desigual. Sob essa perspectiva, destaca-se que o surto viral demonstra um tratamento privilegiado aos mais ricos, pois essa parcela da população, ao possuir um poder econômico superior aos menos providos de recursos, consegue acessar os meios de saúde de maneira mais fácil durante a pandemia. Logo, é notável a necessidade de ações governamentais que minimizem tais disparidades, visto que a tendência é do aumento no abismo social existente, caso não haja intervenções eficientes.

Em virtude dos fatos mencionados, algumas atitudes devem ser tomadas para amenizar os impactos econômicos negativos da pandemia. Portanto, é cabível ao Ministério da Economia (ME), por meio dos bancos estatais subsidiar uma parcela do valor pago pelas empresas aos funcionários, de modo que essa medida amenize as demissões. Além disso, incumbe também ao ME em parceria com o Ministério da Cidadania, garantir o acesso ao auxílio emergencial por meio de uma fiscalização mais rígida e adequada, para que essa medida possa beneficiar a parcela da população que em virtude do cenário de crise, se depare com o desemprego. Feito isso, possivelmente os impactos negativos da pandemia serão amenizadas.