Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 24/07/2020

No século XIV, ocorreu a pandemia da peste bubônica na Europa. Responsável por grande terror e desestruturação, a mesma deixou um grande saldo de mortes e um transtorno econômica geral. Tal situação,  porém, foi contornada de modo ágil em um pequeno vilarejo localizado na Inglaterra, que com fortes medidas de isolamento conseguiu passar pelo período com maior agilidade. Tal qual, o que se pode ser observado na época da Covid é o mesmo avanço em alguns países para com o tratamento e controle da doença e em outros o descaso que resulta em grandes danos econômicos, como visto na China - considerado primeiro epicentro da epidemia- que ofereceu grandes medidas de isolamento para a população, o qual possibilitou a saída do país do estado de quarentena antes de muitos outros.

Em princípio, uma projeção realizada pela FMI, estima um crescimento de 2,1% na economia chinesa no período pós-pandemia, e uma regressão de 5,3% no Brasil para a mesma época. Por certo, que à gestão interna desses países é bem divergente entre si, o que resulta em projeções tão distintas. Enquanto se eram observadas medidas rígidas de quarentena pela população chinesa, a população brasileira continuava a flexibilizar às medidas de isolamento mesmo sendo observada uma nítida crescente,tudo para diminuir os impactos na economia, mas, não tiveram sucesso e acabaram por  subestimar os danos da mesma, tanto que acabou por se tornar um dos epicentros da doença.

Como consequência, é notório que a curva de contagio brasileira deve continuar a crescer, caso não ocorram mudanças na abordagem. Uma vez que, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirma que o país ainda não atingiu o pico de transmissão. De fato, tais resultados em território nacional são legítimos, em virtude da falta de consenso entre o que é indicado pela Organização Mundial da Saúde, e o que é difundido pelo Presidente Jair Bolsonaro. Visto que, o mesmo se mostrou apenas preocupado com os frutos financeiros para o país, assim sendo explicito, em uma fala do próprio que diz “Alguns vão morrer, lamento, é a vida”. Esses fatores demonstram porque, as expectativas dos dados sobre à pós pandemia são tão ruins para o Brasil. Já que, a gestão aparenta relacionar a preocupação apenas nos quesitos financeiros, anulando a relação direta que a população possui com tal ponto.

Dado o exposto, é notório que para os impactos na economia brasileira não serem tão alarmantes, e também para deste modo diminuir as projeções, é preciso estabelecer uma mesma linha de medidas pelo país. Logo, cabe ao Presidente da República a tarefa de criar medidas  de quarentena mais rígidas de modo emergencial. Por intermédio de uma MP, a vista dessa ser a única forma desacelera a curva de contagio, assim podendo acelerar a volta a normalidade no país e impulsionar a crescente economica e a baixa nos números de contagio e mortes pelo país.