Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 25/07/2020

É evidente que desde pandemias passadas, como a gripe espanhola, nenhum país é estruturado para lidar com a economia nessa situação, como a Organização das Nações Unidas relatou a era pós-COVID traz oportunidade para “redesenhar o modelo econômico”, tendo o atual modelo enfrentado diversos problemas, bem como a ineficiência do governo, o desrespeito da população, a renda insuficiente das famílias e o sobrecarregamento dos hospitais.

Primeiramente cabe ressaltar que, a ineficiência do governo em conscientizar a população e em seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outros países, amplificou a proliferação do Covid-19 pelo Brasil. Segundo a OMS , o surto da doença causada pelo coronavírus constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o que não configura uma simples “gripezinha” abordada pelo presidente Jair Bolsonaro e grande parte dos brasileiros, que não respeitam as medidas adotadas durante a quarentena, como o distanciamento social e o uso correto da máscara.

Além disso, muitas famílias nas favelas têm de trabalhar sem carteira assinada para subsistir, o que, com a quarentena, não se faz possível, levando a classe operária a ter uma renda menor e a economia regredir mesmo com auxílios fornecidos pelo governo, que muitos não têm acesso e possuem um sistema falho. Ademais, salienta-se que o furo da quarentena, mesmo que seja à trabalho, traz riscos não somente à pessoa, mas também a todos, como os encarregados da saúde, o que leva ao sobrecarregamento dos hospitais.

Em virtude de tais fatos, é necessário criar, juntamente com os órgãos governamentais e mídias, sistemas de auxílio mais funcionais que ajudem às famílias que realmente necessitam, advertir sobre o uso correto da máscara e da importância de se previnir, adaptar a vida cotidiana à quarentena nas áreas como a escola por meio do Ensino a Distância e empresas que ampliam as compras pela internet, e seguir as orientações de organizações como a OMS que conscientizam as pessoas dos riscos à saúde.