Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 24/07/2020

Dito por um filósofo esloveno, Slavoj Zizek, o novo coronavírus sinaliza que uma mudança radical é necessária. A crise econômica que se espera como consequência da pandemia mostra a urgência de uma reorganização da economia global em que não se esteja à mercê dos mecanismos do mercado, que consiga controlar e regular a economia bem como limitar a soberania dos estados-nação quando necessário. Os países já conseguiram fazer isso no contexto da guerra no passado, e agora toda a população está se aproximando de uma guerra clínica.

Segundo o relatório Global Health Security Index (GHS), nenhum país está totalmente preparado para epidemias ou pandemias. Foi calculado que, para cada mês de quarentena, haverá uma perda de 2 pontos percentuais no crescimento anual do PIB. Somente o setor do turismo enfrenta uma diminuição da produção entre 50% a 70% nesse período. A pandemia do Covid-19 já está levando a economia mundial a uma nova recessão.

Além disso, alguns pensam que, ao liberar a atividade comercial e industrial e os transportes, irá minimizar o dano econômico. Porém, não é verdade, uma economia não funciona se as pessoas estiverem com receio de pegar uma doença possivelmente fatal. Não existe contradição entre manter a atividade econômica e garantir a saúde da população: elas têm que caminhar juntas.

Portanto, é imprescindível a necessidade de todos os países se ajudarem nesse momento. Os governos dos países em desenvolvimento necessitam se unir para exigir ações, como reduzir ou adiar a cobrança de impostos temporariamente, principalmente de consumidores, pequenas empresas e trabalhadores por conta própria que estão enfrentando dificuldades em decorrência da crise do coronavírus. E, as autoridades dos países ricos devem levantar os recursos necessários para ajudar os países em desenvolvimento. Só assim será possível evitar uma catástrofe social no mundo.