Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 24/07/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à economia e ao bem-estar social. Entretanto, os impactos da COVID-19 na área econômica impossibilita que uma parcela da população brasileira desfrute de seus direitos na prática. Isso ocorre, principalmente, devido ao aumento de desemprego e queda no turismo - cenário que exige mudança.
A priori, vale ressaltar como a falta de emprego limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, em exercício, viver com dignidade. No livro Cidadão de Papel, Gilberto Dimenstein afirma que - apesar de ser um Estado democrático de direito e de todos os modernos códigos legais que regem o país - o Brasil ainda é negligente quando o assunto é crise, seja na economia ou na saúde. Por isso, a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, tal problemática é diretamente estimulada pelo declínio das viagens, seja para fins culturais ou lazer. Tendo em vista a influência do turismo no Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é dependente desse setor em 3,7% do seu total, segundo a Organização Mundial de Turismo (UNWTO). Contudo, devido à pandemia, os fluxos internacionais de turistas contaram com uma diminuição de 22%. Sob tal ótica, observa-se grandes impasses para a progressão do país - o que urge ser amenizado.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para reverter essa situação. Para isso, o Governo Federal - responsável por garantir os Direitos Humanos - deve criar projetos que melhorem a qualidade de vida da população mais carente. Por meio de ajuda financeira, alimentícia e na saúde, visando a democratização de um fácil cumprimento da quarentena. Sendo assim, poder-se-á aproximar-se do fim de tempos críticos e reerguer o país mais igualitário.