Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 26/07/2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. Com isto, inúmeras medidas preventivas como: o fechamento de comércios, a redução de horas de trabalho industrial e a redução do número de funcionários em cada turno; foram desenvolvidas ao redor do globo. Contudo, mesmo que estas auxiliem de forma significativa na redução dos números de casos e óbitos pela novo vírus, tais medidas acabam por desencadear grandes problemas referidos a economia mundial.

Em principio, vale  ressaltar que a China, pais pioneiro no desenvolvimento do vírus, possui uma economia globalizada de alta influencia sobre o PIB mundial. Além disso, o pais é o maior parceiro comercial do Brasil, representando cerca de 30% das exportações brasileiras. Portanto, uma retração em tal crescimento econômico tende a prejudica a balança comercial Brasileira de forma significativa. Outrossim, as importações chinesas são compostas por diversos tipos de produtos manufaturados, utilizados na fabricação de artigos brasileiros. Em consequência, a paralisação ou redução na fabricação desses, irá impactar a produção industrial brasileira.

Ademais, outro fator de grande preocupação brasileira, refere-se ao campo do desemprego no país. Os dados sobre mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trazem sinais preocupantes sobre os efeitos da crise no emprego. Além do mais, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), entre fevereiro e março, o desemprego no país avançou de 11,6% para 12,2%. Dessa forma, fica explicita a crescente problemática econômica, desenvolvida no Brasil pela Pandemia. Em adição, os rodízios de comercio, com o intuito de diminuição de aglomerações e contribuição para o isolamento social, foram ordenados em diversas regiões do pais. Alterando grandemente o fluxo comercial interno, reduzindo ações de compra e venda de mercadorias, trazendo danos para grandes e pequenos comerciantes.

Portanto, medidas como a retomada à agenda de reformas anterior à crise do coronavírus, com o intuito de insistir na consolidação fiscal e de produtividade, são os primeiros passos a serem tomados após findada a pandemia. Uma vez que, tal ato possibilita recuperação da confiança dos empresários no momento de retomada da atividade. Também, se faz necessária a mudança no teto de gastos do país. Cabendo ao Congresso Nacional, a aprovação da PEC emergencial, afim da redução dos gastos obrigatórios do estado. Possibilitando a abertura ao investimento público e a atividade econômica.