Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 26/07/2020
Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto são os impactos da pandemia na economia. Assim, seja pelos profundos desequilíbrios econômicos e sociais causados por essa situação, seja pelo isolamento social que impede os consumidores de saírem de casa, o entrave permanece e impede a resolução de um problema de relevância pública.
Em primeiro plano, cabe-se ressaltar que a pandemia agravou problemas estruturais. Isso acontece, principalmente, em virtude da falta de dinheiro para as empresas se manterem, de modo que iniciam corte de funcionários para enxugarem os gastos, optam por meios legais como suspender por dois meses os contratos de trabalho ou reduzem a carga horária e os salários. Nesse sentido, tais medidas levam a uma queda brusca da renda familiar que se reflete na retração do consumo, pois essas pessoas passam a consumir menos, cortar gastos e isso afeta as empresas, que vendem e produzem menos. Desse modo, forma-se um ciclo vicioso na economia do país.
Outrossim, é importante salientar que o primeiro e maior impacto do vírus é a necessidade do distanciamento social diante do elevado nível de contágio. Por conseguinte, as pessoas deixaram de sair às ruas tanto para consumir quanto para trabalhar. Dessa forma, várias atividades foram paralisadas para conter a transmissão do vírus, afetando, sobretudo o comércio e o turismo, já que os cidadãos deixaram de viajar e gastar com lazer. Sendo assim, caso esse período de isolamento seja mais longo que o esperado, os impactos sobre a economia podem ser duradouros.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever Governo aumentar a tributação sobre os mais ricos, por meio da criação do Imposto dobre Grandes Fortunas, que teria alíquotas de 1,2 e 3 por cento incidindo sobre patrimônios maiores que R$ 20 milhões,R$ 50 milhões ou R$ 100 milhões, respectivamente. Tal ação tem como objetivo aumentar a arrecadação governamental para que seja possível que o Estado supere a crise causada pelo Covid19, bem como que tenha fundos para apoiar a população e indústrias afetadas.