Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 26/07/2020
A obra “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, representa uma figura espantada diante de algo que lhe parece oferecer insegurança. Apesar de metafórica, percebe-se que, no Brasil hodierno, a reação do personagem pode ser aplicada aos impactos da pandemia do coronavírus na economia, já que é preocupante que a sociedade não reconheça a seriedade de tal problemática. Diante disso, fatores como o descaso da população e a má gestão dos setores de saúde e economia durante a pandemia, favorecem a existência desse entrave.
A priori, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. De acordo com Marshall, o Estado tem a responsabilidade social de dar a seus cidadãos um mínimo bem-estar e segurança econômica, além do pleno direito ao patrimônio social e a uma vida civilizada segundo os padrões vigentes, porém não é isso que se observa quando o assunto é a gestão da economia durante a pandemia. Isso ocorre porque o problema maior na legislação, em sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Ademais, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é o descaso da população. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do portal Catraca Livre, o grande mal do cidadão é a banalização do olhar, é não enxergar as mazelas sociais como a má gestão do governo. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
Impende-se, portanto, que providências sejam tomadas afim de solucionar a problemática em questão. Dessa forma, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da saúde, incentivar a população a cumprir o isolamento social, por meio de campanhas e propagandas, com o intuito de que o retorno ás atividades econômicas ocorra o mais breve possível. Pois só assim, o Brasil conseguirá contornar os impactos sofridos.