Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 27/07/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra”, o clássico poema do autor modernista Carlos Drummond de Andrade, faz alusão a problemas que o indivíduo se depara no decorre de sua vida e que podem o impedir de prosseguir. Contudo, mesmo tendo sido escrito há mais de 90 anos, o verso apresenta-se atemporal, visto que os desafios impostos pelos impactos da pandemia na economia do Brasil se mostram como uma pedra no meio do caminho dos brasileiros. Dessa forma, seja paralização das atividades que movem o país, seja pelo alteração do PIB nacional, o problema permanece afetando a população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é suspenção das atividades comerciais essenciais para o país. Segundo declarações do Banco Mundial, “a pandemia e as medidas de isolamento social afetaram bilhões de vidas e estão prejudicando décadas de progresso econômico e desenvolvimento”. Sob esse viés, infere-se que as ações protetivas tomadas pelo Estado brasileiro afetaram diretamente a economia do país, vindo a provocar danos irreversíveis como uma das maiores recessões já vistas desde a segunda guerra mundial, com base nos dados de estudos do Ipea. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Outro aspecto que deve ser destacado é a queda do PIB, principal indicador econômico usado na analise de índices do país. De acordo com a plataforma midiática “Site Barra”, o PIB nacional pode ter queda de quase 5% ainda este ano. Este valor, apesar de ser pequeno se analisado por pessoas leigas no assunto, impacta de maneira fortemente negativa na economia do Brasil, uma vez que este número representa uma dificuldade de recuperação do mercado econômico brasileiro, que por sua vez encontra-se deteriorado, com empresas endividas, elevados índices de desemprego e instabilidade. Sendo assim, estes fatores atuam em fluxo continuo na formação de um problema de dimensões econômicas notáveis.
Destarte, depreende-se que é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução desta problemática. Portanto, cabe Estado, em associação ao Ministério da Economia a criação e a aplicação de um plano de restauração econômica, por meio de estudos e pesquisas de monitoramento, que auxiliariam na visualização do quadro atual do país e na elaboração de planos estruturais que reestabeleceriam os investimentos e aplicações monetárias nas áreas mais afetadas pela pandemia do COVID-19, com o intuito de melhora a situação nacional e retomar o crescimento econômico. Somente por meio de ações conjuntas que a pedra encontrada no meio do caminho dos brasileiros será contornada e seu progresso retomado.