Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 27/07/2020
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a maioria dos países envolvidos no conflito tiveram seus territórios e suas economias arrasadas. A crise econômica, a qual diversas nações enfrentaram no pós-guerra, teve como causas principais os imensos gastos no campo bélico e a colossal perda de milhares de civis, que constituíam a população economicamente ativa respectiva a cada Estado Nacional. De forma análoga, pode-se afirmar que, nos dias hodiernos, a maioria dos países tem enfrentado uma grave e profunda recessão econômica advinda dos impactos da pandemia provocada pelo patógeno causador da doença COVID-19, o Coronavírus. Dessa forma, a crise sanitária tem gerado impactos profundamente negativos na economia mundial, tendo em vista mudanças bruscas nas relações comerciais entre diversos países e também a estagnação de diversos setores da economia dessas nações. Dessa forma, é imprescindível a adoção de políticas pública que amenizem os abalos econômicos gerados pela pandemia.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que, o cenário atual, contribuiu para o desenvolvimento de mudanças radicais na economia global. Segundo o economista Carlo Barbieri, a pandemia acelerou a ruptura de blocos comerciais entre diversos países, como por exemplo, a Argentina, que saiu recentemente do Mercosul. Destarte, percebe-se que a configuração das relações comerciais entre os países antes do início da crise sanitária, não é equivalente ao modelo atual, que ainda passa por alterações. Assim, o comércio entre diversas nações está comprometido por conta do Coronavírus. As ações nas bolsas da maioria dos países, por exemplo, têm enfrentado consecutivas quedas, o que torna evidente o impacto econômico provocado pela COVID-19.
Em segundo lugar, é necessário evidenciar que esse vírus provocou estagnação de diversos setores econômicos, que desencadeou o aumento do número de desempregados em diversos países, tal qual o Brasil, onde essa taxa aumentou em quase 13%. Dessa maneira, pode-se notar que, caso não ocorra atendimento dos governos às pessoas que perderam seus empregos, haverá um colapso na economia interna dos países, já que passará a existir um enorme desequilíbrio entre a população economicamente ativa (PEA), e a população que inativa, poderá corresponder a um número de indivíduos superior ao da PEA.
Por todas essas razões, é necessário que o Fundo Monetário Internacional (FMI), repasse aos países-membros, priorizando os mais afetados pela pandemia, uma quantia monetária que os auxilie no combate à essa doença. Dessa forma, essas nações poderão investir dinheiro no auxílio aos desempregados, além de manter sua economia funcionado, o que evitará o colapso desses Estados.