Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 09/08/2020

Em 1918, após a Primeira Guerra Mundial, o vírus “influenza” sofreu uma mutação genética, iniciando a pandemia da gripe espanhola que, por conta da facilidade de propagação, atingiu rapidamente todos os continentes. De maneira análoga, recentemente na China, um novo vírus denominado Coronavírus ou Covid-19, se espalhou pelo globo, causando uma pandemia e inúmeras mortes, já que este afeta as vias respiratórias do infectado. Essa nova doença, prejudica tanto a área de saúde, sobrecarregando hospitais pelo longo tempo de incubação do paciente quanto a economia dos países. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, em especial os impactos econômicos.

O filósofo Immanuel Kant defende que o indivíduo deve agir segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. Ou seja, a população que deseja que a pandemia acabe logo, deveria respeitar a quarentena imposta pelo Estado. Desse modo, os postos de saúdes e hospitais não ficariam sobrecarregados e o Governo não precisaria gastar tanto nessa área, haja vista que, segundo a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), a taxa média de ocupação dos hospitais públicos, por conta do coronavírus é de 95%.

Em segundo plano, é importante salientar que as microempresas têm papel fundamental na economia dos países, no Brasil, por exemplo, estas representam cerca de 30% do PIB. Contudo, levantamento feito pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas) apontou que pelo menos mais de 600 mil pequenas e micro empresas fecharam as portas e 9 milhões de funcionários foram demitidos em razão dos efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. Logo, fica evidente que o fechamento dessas empresas, devido à pandemia, impactou significativamente e negativamente a economia.

Pode-se perceber, portanto, que é necessário um maior investimento nas microempresas do país. Sendo assim, cabe ao  Governo, amenizar os gastos que essas empresas terão, por meio do adiantamento do recolhimento de impostos dessas corporações e da diminuição dos juros destes, de modo a incentivar esses empreendimentos a manterem seus negócios para que a economia continue girando. Por fim, é importante que a população também se encare como responsável pelo problema, evitando desrespeitar a quarentena, e assim, diminuir a sobrecarga da área da saúde, pois, de acordo com o filósofo Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.