Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 09/08/2020
A Pandemia, palavra de origem grega, foi usada pela primeira vez por Platão com um sentido genérico, referindo-se a qualquer acontecimento capaz de alcançar toda a população, já o seu conceito moderno é o de uma epidemia de grandes proporções, que se dispersa para vários países, em mais de dois continentes, quase ao mesmo tempo, como foi a Gripe Espanhola, a Influenza H1N1. A mais recente, do COVID-19, começou na China, em Wuhan, e se dispersou para outros continentes rapidamente, causando, até agora, 700 mil mortes ao redor do globo. Diante desse cenário, é importante analisar os efeitos negativos do coronavírus na economia, uma vez que causa colapsos no sistema de saúde de vários países, e faz empresas fecharem, deixando milhões de trabalhadores formais ou informais desempregados e autônomos sem renda.
Primeiramente, analisando o ideal de Adam Smith, em seu livro Riqueza das Nações, compreende-se que a origem da riqueza de um país é o trabalho. Contudo, com a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), em que houvesse um isolamento e distanciamento social para evitar disseminação do vírus, as pessoas estão afastadas do trabalho, muitas empresas fecharam por não conseguirem se sustentarem autonomamente, não ocorrendo produção de riqueza, renda e consumo para movimentar a economia. Percebe-se isso com a previsão feita pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em que o comércio global recuará em até 32% neste ano. Dessa forma, é evidente que ocorra uma crise econômica mundial, com amplo desemprego e empobrecimento geral.
Em segundo plano, outro setor impactado economicamente é o da saúde, haja vista que os governos têm que investir muito nessa área, através da compra de testes para diagnosticar o coronavírus, medicamentos, equipamentos para a rede hospitalar, como monitores de sinais vitais e ventiladores pulmonares, usados principalmente no tratamento de casos graves com dificuldades respiratórias. Além disso, precisam direcionar recursos para a criação de novos leitos de UTI e de enfermaria, visto que em muitos lugares ocorre uma superlotação das unidades de saúde e das UTIs. Consequentemente, é indubitável que caso a população respeitar a quarentena, os gastos nesse setor diminuirão.
Fica clara, portanto, a necessidade de tomar medidas para contornar essa situação. Sendo assim, cabe ao Governo amenizar os gastos que pequenas empresas terão durante a pandemia, por meio da redução ou adiamento da cobrança de impostos temporariamente dessas corporações, de modo que estas consigam se manter funcionando e empreguem trabalhadores, assim o número de desempregados diminui, esses voltam a consumir e a economia gira novamente.