Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 08/08/2020
A pandemia de coronavírus começou na China e rapidamente se espalhou pelo mundo, o que causou uma instabilidade econômica no Brasil. Nos primeiros quatro meses deste ano investidores estrangeiros retiraram seus investimentos do nosso país, um montante que chega a 32 bilhões de dólares. O ano de 2020 já está sendo comparado com a crise financeira de 2008 que causou grandes prejuízos no sistema imobiliário norte-americano.
É sabido que quando se fala da economia a bolsa de valores exerce um importante papel, pois os índices dos ativos (investimentos) variam de acordo com a situação econômica global. A B3 (Brasil, bolsa e balcão) é a única bolsa de valores em atividade no Brasil e que devido a pandemia registrou sucessivas quedas nos investimentos tendo que realizar uma manobra estratégica chamada de Circuit Breaker que tenta equilibrar o número de vendas e o de compras. Portanto, isso evita que negócios sejam realizados no desespero e aconteça uma queda descontrolada nos preços dos investimentos.
Ademais, a Covid-19 influenciou negativamente no mercado de trabalho, cerca de 860 mil postos de trabalhos formais foram destruídos, pois o governo decretou a interrupção parcial ou total das atividades nas empresas públicas, privadas e escolas por meio do isolamento social, a fim de evitar a contaminação em massa da população para não gerar calamidade no sistema de saúde, ou seja, quando o estado ou município não conseguem resolver o problema por conta própria e precisam pedir ajuda ao governo federal.
Em síntese, é inegável que a crise econômica já é uma realidade no Brasil e medidas precisam ser adotadas para evitar uma recessão. Para atrair a atenção de investidores estrangeiros o governo precisa reduzir as taxas de juros, tornar os processos menos burocráticos, movimentar o mercado de trabalho, investir na saúde, segurança e adotar medidas sustentáveis. Além disso, o Banco Central pode executar uma política expansionista, ou seja, reduzir o percentual do recolhimento compulsório para que as instituições financeiras possam ofertar crédito com taxas de juros mais atrativas a empreendedores e empresas, aquecendo a economia local a fim de gerar emprego e renda. São ações necessárias para que a economia brasileira cresça, se desenvolva e consiga adaptar-se ao “novo normal.”