Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 09/08/2020

Abrindo as cortinas

Na obra “Utopia”, do escrito inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os impactos da pandemia na economia apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falência das empresas, quanto da falta de renda. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os impactos da pandemia na economia derivam da atuação ineficiente dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no mundo. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), 80% dos países vão apresentar recuo da atividade econômica em 2020. Sob esse âmbito, nota-se que o fechamento do comércio ocorreu de forma precipitada, sem análise das consequências financeiras a longo prazo, ocasionando a falência das empresas, que ficaram sem capital para pagar seus funcionários e, consequentemente, o desemprego de muitos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de renda dos desempregados como promotora da crise econômica. Conforme a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mundo vai levar anos para se estabilizar dos impactos da pandemia. Esteando-se nesse pressuposto, haverá um maior número de pessoas desempregadas para uma menor quantidade de vagas ofertadas e, por conseguinte, uma economia inerte de capital. Tudo isso retarda a resolução do problema, já que a falta de renda contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do problema na sociedade brasileira. Dessarte com o intuito de mitigar os impactos da pandemia na economia, necessita-se, urgentemente, que o governo atue olhando o todo e trate a situação de forma multidisciplinar, unindo ciência e conhecimento científico. Além disso, cabe ao Tribunal de Contas da União direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em uma disciplina de educação financeira nas escolas públicas e privadas, com o fito de estimular o senso crítico da população e capacitar futuros políticos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.