Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 10/08/2020

Apesar das águas transparentes de Veneza e do ar menos poluído que o isolamento social trouxe, a retração no ciclo de negócios mais a diminuição da atividade econômica gerou um grande impacto mundial. O mercado financeiro global está em recessão dada a forte integração da cadeia produtiva e, além disso, a crise de um dos maiores produtores, a China, exponencia tal processo.

De acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) 80% das economias irão recuar. O Brasil como todos os outros também está vivenciando os impactos causados pela pandemia pois o mercado chinês, o maior parceiro comercial brasileiro, foi o primeiro epicentro da crise. Resultando no rompimento de teias de fornecimento, causando desabastecimento e o aumento de preços. Além de que graças ao cenário de incertezas que gerou o alto recuo da IBOVESPA, maior mercado de ações brasileiro, os preços das ‘‘commmodities’’ de exportação diminuíram o preço.

Comparado a países mais ricos, os emergentes terão uma retração menor, segundo o FMI. No entanto, independente da economia a recuperação será lenta, pois a pandemia resultou no  aumento do desemprego. Seja pela demissão em massa ou pelo fim das contratações promovendo assim a redução na renda média familiar e diretamente afetando a arrecadação tributária do Estado.

Portanto, é evidente a necessidade da união da iniciativa privada com os Estados nacionais com o objetivo comum da amenização das consequências geradas pelo coronavírus sendo o Estado responsável pela promoção da autonomia da nação. O Estado deve gerar maior independência de redes internacionais criando subsídios para empresas dos 3 setores de produção econômica em território nacional como também criar apoio a essas empresas em momentos como esse para que a iniciativa privada possa optar pela ‘‘guerra de preços’’ ao invés do corte de custo o que potencializa os efeitos da crise e aumenta a instabilidade social gerando queda de bolsa, estagnação do mercado e por último aumento do déficit público uma vez que o Estado é forçado a ajudar sua população como ocorre no Brasil com o auxílio emergencial de R$ 600,00.