Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 10/08/2020

A pandemia de coronavírus  não só trouxe impacto para a saúde das pessoas como também para a economia mundial. De acordo com o Fundo Mundial de Investimentos, 80% dos países vão apresentar um recuo da atividade econômica e, consequentemente, afetará na qualidade de vida da população. Além disso, tudo pode piorar ainda mais se não existir forte atuação estatal para o combate e prevenção da doença.                                          No Brasil, já é possível ver os impactos negativos gerados devido à estratégia do governo em não assumir as rédeas da situação. Indo em contramão de todas as indicações mundiais, o Presidente Jair Bolsonaro, além de não respeitar o distanciamento social, incentiva a população e propaga mentiras de que é apenas uma “gripezinha”. Com isso, gera um enorme caos no país e desestabiliza ainda mais a economia, visto que os investidores não sentem confiança e acreditam que tudo aqui pode desmoronar a qualquer momento.                                                                            Conforme o filósofo polonês, Zygmunt Baumann, os indivíduos têm sido levados a resolver um problema que é coletivo e essa questão é estrutural do sistema capitalista. Ou seja, cada vez mais a responsabilidade de questões sociais são empurradas para que cada um resolva como se fosse problema seu. Porém, há questões - e essa pandemia é uma delas - que dependem totalmente de um planejamento que priorize a vida das pessoa. Há uma contradição não compreendida pelos governantes, pois eles querem que a economia acelere e acreditam nesse sistema mas é justamente por seguir ele fielmente que a situação é agravada.                             Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a questão. O Estado deve assumir o compromisso de tomar para si a organização e regramento no combate ao coronavírus, determinando rígidas medidas e punições. É preciso de distanciamento social e de multas altíssimas para quem as descumprem. Dessa forma, o País poderá sair desse problema com menos mortes, desempregos e falências empresariais.