Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 08/08/2020
Saídas para a economia pós pandemia
Os impactos da pandemia têm causado muita preocupação em relação a economia. Atividades ligadas ao comércio foram as mais afetadas devido ao recuo diante da obrigatoriedade do isolamento social. Assim, a grande questão é: o que será da economia no pós pandemia? Sem dúvida, voltar ao que era antes não é a melhor saída. A melhor saída talvez seja reinventar a economia, se preocupar menos com lucratividade e mais em alternativas.
A primeira delas seria compreender que a privatização neste momento, e nem no próximo, salvará o país. Pois, anos antes dessa pandemia, conforme uma matéria do Le Monde Diplomatique Brasil, alguns países, como França, Argentina e Alemanha, perceberam, ao longo dos últimos anos, a importância da gestão estatal em bens comuns. Serviços de água, energia, por exemplo, aumentaram os preços, mas não garantiram a qualidade, pelo contrário, se deterioraram.
A segunda alternativa, e não menos importante, é pensar em uma economia que possa atender aos mais necessitados. Ao invés do plano econômico atual, cujo interesse é a massificação da lucratividade, é preciso socorrer aos trabalhadores, desempregados, a população mais atingida pela crise econômica agravada pela pandemia. Mas há caminhos que possam contornar, e até mesmo evitar novos impactos.
De acordo com a economista Mariana Mazzucato é necessário uma mudança radical na economia. Na entrevista ao site Do Uol, Mazzucato salienta a importância de se compreender a urgência de redefinir estratégias do capital. Porque, segundo a autora, voltar ao que era antes não é viável, uma vez que, a própria condição anterior, antes do isolamento social, foi incapaz de prevenir e responder rapidamente ao problema que se alastra no presente.
Ou seja, o que irá salvar a economia é a transformação da sua lógica atual. Logo, o Ministério da Economia deveria promover auxílios mais efetivos que garantissem a sobrevivência dos mais atingidos, dos desempregados, por exemplo. Neste caso, distribuir Renda Básica para os mais pobres e, inclusive, a não privatização dos bens comuns e públicos. Ambos são passos largos rumo a resolução da crise.
Portanto, a resposta está na busca por alternativas. Continuar como está não é o caminho para sair da crise. Do modo modo não é possível voltar ao tempo. Então, o que resta é procurar novos meios de sair da crise, uma mudança radical.