Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 10/08/2020

A pandemia do novo coronavírus afetou diversos segmentos, dentre eles a economia. Segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), o ano de 2020 vai levar a economia mundial a registrar o pior desempenho desde a Grande Depressão de 1929. Tendo impactos na produção industrial, comércio, emprego e renda. O Brasil não é uma exceção, pois as altas taxas de desemprego e o descaso por parte do governo às recomendações da OMS levaram ao agravamento da crise.

No Brasil as interrupções em diversas áreas econômicas e as incertezas sobre o futuro abalaram a economia do país. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de desemprego saltou de 11,2% no trimestre até janeiro para 12,6% em abril. Muitas empresas demitiram seus funcionários em virtude das medidas insuficientes dadas pelo governo para manter os trabalhadores (suspensão de contratos e redução de salários). Outros setores muito afetados foram o turismo e o comércio, ambos paralisados, aumentando ainda mais o déficit econômico nacional.

Segundo Lothar Wieler, diretor do Instituto Robert Koch (RKI), a pandemia pode durar até dois anos. Enquanto as recomendações da OMS forem ignoradas e o governo insistir em minimizar a gravidade do novo coronavírus, os números de casos da COVID-19 não diminuirão; impactando ainda mais a economia, já fragilizada pela falta de planejamento governamental. Uma vez que a durabilidade do surto da doença está diretamente ligada ao agravamento da crise econômica.

Perante aos fatos apresentados torna-se necessário que se encontre medidas para resolver tais problemas. Urge então que o Ministério da Economia realoque os trabalhadores, de modo a criar oportunidades aos assalariados em novos locais de trabalho e diminuir a taxa de desemprego. Ademais cabe ao presidente orientar os outros núcleos a serem mais rígidos em relação às orientações da OMS. Somente assim, os impactos da economia serão amenizados.