Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 10/08/2020
A discussão a respeito dos efeitos de uma pandemia sobre a economia, seja ela global ou local, faz-se muito atual. Primeiramente, é importante admitir que o vírus pandêmico em foco, o Coronavírus, afetará e trará instabilidades ao cenário financeiro dos países. Ademais, a população será diretamente afetada, sendo que o desequilíbrio econômico causará desemprego. Assim, é importante buscar alternativas para que esses impactos sejam mais tênues possíveis.
De maneira desigual a problemática da Covid-19 afetará os Estados, no sentido de ser uma resposta às ações governamentais. Infelizmente, muitos países, como o Brasil, trataram, inicialmente, o vírus como uma baixa ameaça, no entanto, o potencial pandêmico e contagioso provou o contrário. Como consequência de atitudes desleixadas e isolamento social mal fiscalizado, por exemplo, a “quarentena” estende-se, fazendo diversos membros da iniciativa privada fecharem as portas, justamente por não disporem de recursos suficientes para manter seus negócios, como bares e academias. Com base nisso, o FMI estima que a arrecadação do PIB mundial deve recuar.
No caso do Brasil, são visíveis alguns exemplos em âmbito financeiro do que o prolongado período de instabilidade relativo à pandemia pode causar. Eles vão desde gastos elevadíssimos do SUS com respiradores, que custam em média 87 mil reais de acordo com Agência Brasil, até gastos elevados (e ainda assim, insuficientes) com o Auxílio Emergencial, que para muitos, tem sido a única fonte renda. Mais que isso, baixa lucratividade das famílias. O caos instalado no país desde março aumenta também a taxa de desemprego, que pode beirar os 14% no final deste ano, de acordo com o UOL Economia.
Percebe-se que, no atual contexto inseguro, medidas precisam ser tomadas para contornar danos do isolamento social mal defendido nos meses iniciais de contágio viral. Mesmo diante de incertezas quanto ao futuro, o que mais parece ser sensato é que seja, efetivamente, decretada a quarentena restritiva, a fim de gerar a queda real da transmissão do vírus. A proposta de conscientização sobre o vírus e seus impactos deve ser feita pelo Estado e respeitada pelo povo, afim de, futuramente, ser possível voltar a planejar uma estabilidade econômica. Por fim, cabe ao governo, por meio de investimentos na saúde, promover, rapidamente a compra e distribuição de uma vacina para toda a população, assim que ela for aprovada.