Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 10/08/2020
Em virtude da atual pandemia de COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, a economia de muitos países encontra-se em um cenário caótico devido às diversas consequências acarretadas.
Indubitavelmente, no contexto atual, deve-se priorizar a vida, mas é necessário compreender as circunstâncias. Desse modo, a fim de que se diminuísse a transmissão do vírus, diversas empresas tiveram de fechar ou funcionar parcialmente. Ademais, com as atividades em baixa e reservas financeiras muitas vezes insuficientes, houve a necessidade de se demitir funcionários para diminuir os gastos. Por conseguinte, a renda de autônomos, desempregados ou trabalhadores de carga horária reduzida foi afetada. Ainda, os negócios tiveram seus investimentos adiados devido a ociosidade e falta de produção. Sem eles, há a diminuição da ampliação de atividades de alguns setores que poderiam gerar empregos.
Dessa forma, gera-se um efeito dominó, onde a redução de consumo gera a diminuição da produção e, consequentemente, o aumento do desemprego e a recessão econômica. Outra consequência decorrente é que, com a diminuição do faturamento pelos negócios, houve a redução da arrecadação de impostos, assim aumentando os gastos públicos com saúde e auxílios emergenciais como aquele já feito de 600 reais. Portanto, o globo encontra-se em uma situação delicada e de difícil resolução.
Diante disso, mesmo com toda a criatividade e alternativas criadas em meio à crise, nem todos terão acesso, a exemplo do trabalho em “home office”. Portanto, cabe ao Poder Público possibilitar que as empresas, principalmente as pequenas, possam trabalhar, com cautela, através de criação de campanhas de conscientização e fiscalização mais rígida do cumprimento das orientações da prevenção do contágio. Ademais, possibilizá-las criar empregos por meio de renegociação de dívidas e adiamento de impostos. Logo, com trabalhadores protegidos do COVID-19 na medida do possível, cria-se consumidores que possam novamente mover a economia e assim propiciar um maior investimento em saúde.