Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 10/08/2020

A pandemia de coronavírus tem provocado abalos nos mercados globais e paralisado atividades econômicas no mundo todo, com impactos na produção industrial, comércio, emprego e renda. Diversos países já entraram em recessão e, na avaliação de vários economistas e observadores, a economia global deverá sofrer anos até se recuperar das perdas da crise provocada pelo coronavírus.

Por conseguinte, para tentar conter a pandemia do novo coronavírus, grande parte da população mundial foi submetida a medidas de isolamento, que incluíram fechamento de escolas e do comércio, interrupção da produção industrial e fechamento de fronteiras. Na China, onde o surto começou, embora a maior parte das atividades já tenham sido retomadas, o PIB caiu 6,8% no 1º trimestre, na primeira contração desde 1992, quando dados trimestrais oficiais do PIB começaram a ser publicados no país. A pandemia vai levar a economia mundial a registrar em 2020 o pior desempenho desde a Grande Depressão do ano de 1929, de acordo com a declaração do Fundo Monetário Internacional (FMI). O órgão passou a considerar que o Produto Interno Bruto (PIB) global deve retroceder 3% neste mesmo ano. No mundo, estima-se aproximadamente US$ 14 trilhões em valor de mercado perdidos. Entre as ações mais afetadas estão as de companhias aéreas, empresas do setor de turismo, tecnologia e automóveis, mas com o derretimento dos mercados, todos os setores perderam valor de mercado e passaram a rever as projeções e resultados para o ano.

As interrupções na atividade econômica e as incertezas sobre o futuro também provocaram abalos no mercado brasileiro. As preocupações em torno dos impactos do coronavírus têm pesado nas revisões para baixo nas projeções para o crescimento da economia brasileira em 2020. Por conta da crise, a Instituição Fiscal Independente (IFI), estima que o déficit do setor público deverá superar R$ 700 bilhões neste ano. A pandemia também tem colocado mais brasileiros nas estatísticas do desemprego. A economia brasileira fechou 1,1 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada entre os meses de março e abril, segundo dados do Ministério da Economia.

Portanto, com um planejamento realizado de forma adequada, será possível reorganizar a economia mundial em poucos anos, o mundo nunca mais será o mesmo, por isso o Estado e Governo terão de se reinventar para criar novas formas para sustentar o país até que a economia se estabeleça novamente, ainda com o apoio do BEm oferece medidas trabalhistas para enfrentar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19, com duração definida até 31 de dezembro de 2020. O programa foi instituído pela Medida Provisória 936 que foi substituída pela Lei nº 14.020, sancionada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro.