Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 26/08/2020
Não é a primeira vez que uma pandemia ameaça a destruição de todo um sistema econômico. Exemplo disso foi a Peste Negra que, no século XIV, dizimou um terço da população europeia e colaborou para o fim do Feudalismo. Na contemporaneidade, a globalização do novo corona vírus, gerada por meio de uma economia mundial mais interligada, reascendeu grandes medos outrora vividos pela humanidade, mas dessa vez, gerados por essa doença. Assim, é imperioso salientar que o apoio à discursos autoritários e a ampliação do mapa da pobreza são resultados de tal crise.
Primeiramente, a necessidade de superar a crise econômica pode resultar em apoio à discursos autoritários. Ademais, a crise na saúde provocou recessão financeira em praticamente todos os países e, com isso, o clamor público pela solução econômica reascendeu discursos ditatoriais. No Brasil, por exemplo, o presidente tem recebido apoio ao minimizar os impactos do vírus e atacado instituições públicas que discordam do seu governo. Tal cenário, assemelha-se a ascensão de regimes Totalitários, como o Nazismo, onde Hitler conquistou apoio popular baseado no discurso recuperação da crise econômica, agravada pela Grande Depressão, mesmo que em pautas antidemocráticas.
Concomitantemente, a iminência da ampliação do mapa da pobreza torna-se cada vez mais factual. Embora muitas pessoas tenham conseguido superar a penúria, essa conquista está cada vez mais ameaçada pela crise financeira gerada pelo novo corona vírus. Com a pandemia, a falência de empresas, o desemprego em massa e a diminuição da renda per capita pode levar muitas pessoas a vulnerabilidade socioeconômica, como o aumento de pessoas em situação de rua ou em moradias precárias. Prova disso, é o estudo do Instituto Mundial das Nações Unidas para Pesquisa Econômica do Desenvolvimento ao mostrar que, no Brasil por exemplo, a diminuição de 20% da renda irá resultar um aumento de 14,4 milhões de novos brasileiros no mapa pobreza por consequência da pandemia.
Portanto, é necessário superar os impactos econômicos gerados pela pandemia e cabe aos Estados Nacionais e a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico elaborarem políticas de proteção contra o aumento da pobreza mundial. Isso pode ser realizado por meio de políticas de apoio financeiro, humanitário e acordos econômicos em detrimento de sistemas protecionistas fiscais, como a sobretaxação de importação e exportação de produtos. Essas medidas visam manter a dinâmica financeira global e mitigar os impactos econômicos gerados pelo novo corona vírus. Assim, com o apoio mútuo entre os países, a pandemia será superada em todas as nações, já que essa crise não é mais restrita a uma região do globo, como outrora foi durante a Peste na Europa Feudal.