Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 17/08/2020
A atual pandemia gerou muitos impactos, não só na saúde, mas também na economia do mundo todo. O declínio atual na bolsa de valores pode ser facilmente comparado à crise de 2007-2008, considerada a terceira maior crise mundial e que agora pode ter sido superada. Devido ao coronavírus, o comércio global foi afetado, fronteiras foram fechadas, eventos foram cancelados e países entraram em recesso, o pior é que não se sabe ao certo quando irão aparecer os sinais de melhora.
Os investimentos também estão diretamente ligados à crise gerada pelo vírus. O mercado de capitais é o principal tipo de investimento afetado nesses casos. Um bom exemplo disso são as viagens aéreas canceladas. Companhias como a Gol e a Azul, já caíram mais de 80% no acumulado do mês passado, uma vez que a procura pelos serviços aéreos tem sido bem menor. Isso significa que existe um efeito cascata, ou seja, a cadeia de eventos estão interligados. Por conta disso, a OCDE reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2020, passando de 2,9% para 2,4%, o menor nível de expansão desde 2009.
Embora o quadro para a economia seja bastante negativo neste ano, o FMI projeta uma recuperação no próximo ano com a expectativa de que a pandemia do coronavírus seja superada. O PIB global deve avançar 5,8%. A melhora deve ser liderada pelas economias em desenvolvimento. No ano que vem, o Fundo estima que o PIB dos emergentes vai aumentar 6,6%, enquanto as economias emergentes devem avançar 4,5%. Para o Brasil, o avanço esperado em 2021 é de 2,9%. Tudo deve ser realizado com calma, o que já é de se esperar.
Diante de um cenário como esse, não existe muita possibilidade sobre o que fazer para a melhora econômica, portanto alguns pontos podem ser levados em consideração. Voltar à agenda de reformas anterior à crise do coronavírus é a solução para que o país encontre o crescimento sustentável, mesmo em uma situação econômica pior, com desemprego mais elevado, recessão econômica e perda do poder de compra da população. Isso deverá ser realizado por parte do próprio governo. Poderá ser criado também um “novo Plano Marshall”, o investimento público deve ser usado neste segundo momento de combate à crise como forma de suprir carências históricas, como na saúde e no saneamento básico. Será crucial a confiança em investir em novos métodos, novos programas, e principalmente saber economizar, para que o país, e o mundo, saia dessa situação o mais rápido possível.