Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 17/08/2020
O avanço do novo coronavírus vem afetando diretamente os mercados ao redor do mundo e, junto com ele, também tem elevado as preocupações dos investidores sobre os impactos na economia global. Por conta disso, as bolsas de valores estão constantemente no radar de vários veículos, uma vez que são afetadas pelas repercussões e enfrentam oscilações ainda maiores do que o comum para o mercado de renda variável. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, já afirmou que a pandemia do Covid-19 já está levando a economia mundial a uma nova recessão. Os impactos causados pelo vírus já têm um choque maior do que a crise financeira de 2008, para muitos economistas. Apesar de o vírus estar concentrado em maior parte na China e nos Estados Unidos, a doença já se espalhou por mais de 60 países de todos os continentes, provocando o fechamento de fábricas e comércios e interrupção em atividades de produção.
A segunda maior economia do mundo, a China, já enfrenta um grande abalo por causa do coronavírus e já fechou várias fábricas e centros comerciais. Além disso, o país também colocou regiões sob quarentenas e, consequentemente, deixado um número grande de chineses em casa por medo do contágio.Por aqui, medidas de restrições foram aplicadas, começando por suspensão de aulas e, gradativamente, sendo ampliadas. Muitas empresas, por exemplo, adotaram o home office para evitar o contágio de seus funcionários. Vários comércios e fábricas também foram obrigados a fechar as portas como medida de prevenção à pandemia.Para Ángel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o impacto econômico gerado pela pandemia já é maior do que a crise financeira de 2008.Gurría enviou uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, em que classifica a pandemia do novo coronavírus como uma “ameaça sem precedentes” para a economia mundial. Ele sugere que o Brasil aumente os gastos públicos como saída para a crise. O Goldman Sachs cortou as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos de 1,2% para 0,4% neste ano. Para o primeiro trimestre, o banco revisou o crescimento da economia de 0,7% para 0%. Já o segundo período de 2020 houve queda ainda maior, de 0% para contração de 5%. Já para a China, o Goldman Sachs passou a prever um crescimento de 3% em 2020, ante projeção de 5%. No primeiro trimestre deste ano, o banco reduziu a expectativa do PIB chinês de um crescimento de 2,5% na comparação anual para um encolhimento de 9% da atividade econômica.