Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 09/09/2020

A crise do ‘’encilhamento’’, ocorrida na Primeira República no Brasil, se deflagrou pela proposta do então Ministro da Fazenda, Rui Barbosa. Tal proposta consistia em emitir papel moeda para conceder créditos para a industrialização que tornava-se promissora na época, entretanto, os efeitos foram negativos, tendo em vista que a inflação e o desemprego aumentaram abruptamente. Consoante ao evento supracitado, hodiernamente, o mundo passa por uma nova crise em torno da pandemia do novo coronavírus e, consequentemente, o Brasil enfrenta uma crise econômica no que tange ao aumento do desemprego e aumento das taxas de inflação, que podem ser amenizados com a atuação do Estado.

A priori, é imprescindível entender como o novo coronavírus pode afetar a economia brasileira. De tal maneira, de acordo com dados do portal de notícias Globo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tem ganhado proporções maiores nos últimos três meses, tendo por estatísticas o maior resultado para um mês de agosto desde 2016, no qual o índice foi de 0,44%. Ademais, o desemprego também registra dados alarmantes de acordo com o site Globo, que apresentou alta de 20,9% entre os meses de maio e julho no país. Sendo assim, os impactos que o Sars-CoV-2 vem trazendo para o país são preocupantes e exigem medidas governamentais.

A posteriori, é fulcral destacar a importância do Estado em mitigar os impactos econômicos gerados pela nova crise. De tal forma, segundo o filósofo John Locke, o Estado deve conceder os direitos inalienáveis ao homem, por meio de um ‘‘contrato social’’. Posto isso, a proposta do auxílio emergencial, elaborada pelo Governo Federal, se configura como principal catalisadora da redução das problemáticas econômicas que o país enfrenta, uma vez que o projeto consiste na concessão de verbas para famílias de baixa renda que, por sua vez, gastam com o consumo para se sustentar e contribuem para a circulação do papel moeda no país.

Infere-se, portanto, que é de vital importância a atuação governamental em combater os efeitos da crise do novo coronavírus. Para tal, urge que o Ministério da Economia, em paralelo ao auxílio emergencial, crie uma renda mínima e universal, um projeto que ganha força nos debates políticos em meio a pandemia e já possui o nome de Renda Brasil. Tal proposta seria responsável pela assistência aos pobres e às classes mais baixas, para que se reduza os impactos econômicos gerados pela crise e, conceda condições de vida adequadas à população. Só assim, ter-se-á uma sociedade distanciada de crises como a do encilhamento na Primeira República.