Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 13/09/2020

Em fevereiro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que trata da quarentena no país e medidas de combate ao coronavírus. Desde então, o confinamento em massa foi a única solução para a preservação das vidas, mas não da economia global. Muitas empresas adotaram o homo office para evitar o contágio e a queda na economia interna, mas, em contrapartida, a produção industrial presencial encolheu 9,1%, causando uma taxa de desemprego de 12,2% no país, segundo o IBGE, junto com a crescente exponencial de infectados pelo vírus, causados pela flexibilização da quarentena.

Primeiramente, a queda na industria vem aumentando desde o primeiro trimestre de 2020, levando a altas taxas de desemprego. De acordo com o Ministério da Economia, houve um aumento 39% em pedidos de seguro-desemprego no começo desse ano, causados pelas medidas de isolamento social. Segundo o Bank of America, o Produto Interno Bruto (PIB) deve cair 7,7% na América Latina, visando a pouca margem para estímulos fiscais e alto grau de trabalhos informais, onde, este, cresceu durante a pandemia.

Em segundo plano, a flexibilização da quarentena vem contribuindo com altos números de infectados no Brasil, gerando uma alta em gastos com a saúde pública, mas, por outro lado, vem dando uma trégua para o varejo, onde cresceu 13,9%, desde o começo da pandemia, favorecido com o auxílio emergencial, aprovado pelo Congresso, o que não é suficiente para arcar com os prejuízos, levando os varejistas a intensificar ações de vendas via e-commerce, onde esse setor aumentou ao longo dos meses, segundo a Receita Federal do Brasil.

Torna-se evidente, portanto, uma urgência para alterar essa situação econômica mundial. Contudo, é dever do Estado conservar e manter as leis de isolamento social, visando diminuir os impactos de infectados na economia, além de ajudas financeiras a empresas, reduzindo os desempregos, para superar esse momento turbulento da história mundial.