Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 23/09/2020

A economia pede socorro

Logo nas primeiras semanas de março o brasileiro se viu obrigado a aderir ao isolamento social -considerado por especialistas como a melhor maneira de se atingir o ‘‘platô’’ artificial, evitando, assim,  um número grande de vítimas da Covid-19. Desde então, como já havia sido previsto por economistas, a situação da economia, que vinha em declínio desde o início da década, piorou, levando alguns a considerar essa nova crise econômica maior do que a de 2008. Logo, faz-se imperiosa a análise dos impactos que a pandemia do Coronavírus teve na economia, em especial as repercussões dessa em famílias de baixa renda e pequenos comerciantes.

Em primeiro plano, é necessário destacar a falta de protocolos de isolamento social mais rígidos, para que o platô fosse atingido mais rapidamente e a pandemia fosse contida de forma eficaz - à exemplo da Nova Zelândia, que, em abril, anunciou a eliminação de casos no país. Dessa forma, o período de isolamento social perdurou por um período de tempo maior do que o necessário, caso esse tivesse sido mais rígido, gerando mais desemprego e um empobrecimento da população, que, segundo o FGV (Fundação Getúlio Vargas), viu sua renda diminuir 20,1% desde o início da pandemia. E em decorrência disso houve uma retração no consumo das famílias, o que gerou o fechamento de empresas da área de serviços, como restaurantes e bares.

Ademais, a demora na criação e execução de planos econômicos, por parte do Governo, que  visassem apoiar financeiramente pequenas e médias empresas, levou ao fechamento de mais de meio milhão de comércios, sendo 98% desses pequenas empresas, segundo dados do IBGE. As pequenas empresas respondem por mais da metade dos empregos com carteira assinada no Brasil. Dessa maneira, sem dinheiro, empresas cortam o número de funcionários e arrecadação de impostos diminui, gerando um ‘‘ciclo vicioso’’ ruim para a economia.

Portanto, cabe ao Governo manter programas como o Auxilio Emergencial e ampliar outros como o Bolsa Família, com o intuito de minimizar os impactos da pandemia na renda de famílias de baixa renda. Ademais, é necessário que o Ministério da Economia trabalhe junto a bancos para que o processo liberação de mais créditos a pequenas empresas seja facilitado, diminuindo, assim, o número dessas que fecharão nos próximos meses e evitando que os funcionários desses comércios sejam demitidos. Feito isso, os efeitos da pandemia na economia serão minimizados, beneficiando-se, assim, toda a população brasileira.