Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 10/10/2020

No dia  8 de dezembro de 2020, foram registrados os primeiros casos de coronavírus em um hospital  de Wuhan, na China. Pouco tempo depois, o vírus já havia se espalhado por vários países ao redor do mundo, resultando em uma das maiores pandemias da história. Consequentemente, gerou impactos tanto na saúde quanto na economia dos países afetados.

De modo a analisar o desenvolvimento da pandemia e seu impacto na economia brasileira, convém lembrar que, constantemente foi citada a frase “Economia a gente vê depois”, por alguns governantes e parte da população, quando o atual presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, alertava sobre as consequências do isolamento em massa e seus possíveis impactos econômicos, tanto no espaço nacional quanto mundial.

No Brasil, 90% das pessoas acima dos 25 anos, não possuem dinheiro guardado, com o isolamento, os comércios foram obrigados a fechar e as indústrias pararam suas atividades, obviamente, esses cidadãos perderam seus empregos, em outras palavras, perderam a única fonte provedora para pagar as contas e comprar alimento, “ficar em casa” não está livrando essas pessoas da fome e da miséria.

Evidentemente, o “depois” chegou, triunfando sob milhões de reais gastos com hospitais de campanha que não foram utilizados e na compra de respiradores superfaturados, que apenas serviram para encher os bolsos de políticos corruptos. Em consequência disso, segundo dados da ONU, no pior cenário, 10% da população mundial não terá comida suficiente em 2020, o que ultrapassa 132 milhões de pessoas.  Ao contrário do que muitos acreditam e afirmam, o famigerado “lockdown” não é a solução no combate à pandemia, tendo em vista que as projeções de mortes causadas pela fome superam o número de vidas perdidas para o covid-19.

Segundo a Oxfam internacional, o número de mortes por fome ultrapassará a marca de 12 mil pessoas por dia,  desconsiderando as vítimas de doenças causadas  por desnutrição. Evidentemente, é cômodo postar a “hashtag”, “fique em casa”,   através de um celular de última geração,  ao lado de uma mesa farta de alimentos da mais alta qualidade e com uma conta bancária milionária.

Dado o exposto, considerando que algumas medidas para amenizar os impactos econômicos já foram tomadas pelo governo, como o auxílio emergencial,  se faz necessário que a mídia tenha uma postura mais responsável e imparcial, que através de jornais e noticiários,  passe a conscientizar a população a rever algumas atitudes incoerentes de autoridades governamentais, que vêm agindo de forma egoística, desconsiderando a conjuntura de que  apenas permanecer em casa não salvará ninguém de um perigo eminente, o subestimado depois.