Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 16/10/2020
A pandemia da peste negra, ocorrida no século XV, trouxe consigo variadas alterações no cenário mundial, como o direito feminino à propriedade privada. Analogamente, em tempos hodiernos, o novo vírus pandêmico COVID-19 carrega impactos não só políticos, como também econômicos, para a sociedade. Nesse sentido, seja pela ausência de investimentos estatais em ciência ou pela desequidade rentária nacional, o isolamento social gerou mudanças latentes no paradigma tupiniquim e, por isso, carece de cuidados.
Previamente, é necessário salientar que a educação é a melhor profilaxia para qualquer doença. À medida que os recursos para iniciações científicas universitárias foram deteriorados, principalmente após a Proposta de Ementa Constitucional 247 ser instaurada em 2016, o custo com a importação da vacina é evidente. Assim, a pesquisa que poderia ser feita em tecnopólos do Brasil é financiada em territórios estrangeiros, tendo como consequência uma maior recessão econômica e cortes governamentais em direitos sociais. Entretanto, a estrutura tributária do país continua a mesma há anos, sem alternância dos benefícios de parlamentares e políticos. Desse modo, verifica-se que os impostos pagos pela sociedade são aplicados erroneamente e precisam de averiguação no seu uso.
Ademais, por tratar-se de um país altamente desigual, é delicado para os serviçais consumirem na quarentena. De acordo com dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa, 50% dos brasileiros sobrevivem com menos de um salário mínimo. Conforme a hanseníase foi precarizada nos séculos antigos pela fome e concentração de renda, um caso semelhante acontece na atualidade. Dessa forma, ao passo que os preços alimentícios aumentaram — Devido a alta do dólar — e os impostos são inacabáveis, o valor ofertado pelo Auxílio Emergencial Federal cunha-se insuficiente. Consequentemente, o gasto civil é inviabilizado, promovendo prejuízo também aos empresários. Logo, a maior disponibilidade financeira é mister para reeguer a economia.
Portanto, ações são indispensáveis para lidar com a crise pandêmica do melhor jeito. Sob essa ótica, a diminuição de regalias presidenciais e parlamentares — Como a renda para moradia e vestimenta —, por meio de efetivação da reforma parlamentar e administrativa já aberta na câmara dos deputados, pelo SuperMinistério da Economia, é imperiosa a fim de custear a vacina e pesquisas científicas sem prejudicar a população. Além disso, não só a prevalência do Auxílio Emergencial Governamental no próximo ano, mas também seu aumento, é essencial no intuito de reaquecer a economia. Para isso, a verba do SuperMinistério da Cidadania poderia ser usada. Apenas assim o saldo do coronavírus não será só negativo, igualmente ocorrido com os direitos femininos e o Renascimento no século XV.