Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 20/11/2020
A economia global e a nacional, embora possuam escalas diferentes, apresentam semelhantes mecanismos de funcionamento, pois precisam de continuar “girando” para se manterem estáveis, assim como uma bicicleta. Nessa perspectiva, surge a pandemia, que obriga a desaceleração ou a paralisação econômica para se evitar o aumento explosivo de contágio da população pelo vírus. Em vista disso, esse cenário pandêmico impactou drasticamente o pequeno empreendedor, que ajuda a manutenção do dinamismo do mercado de trabalho, além de piorar a complicada questão fiscal do país.
Em primeira análise, é importante ressaltar que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), as pequenas e micro empresas são responsáveis por gerar mais de 50% da mão de obra do país. Desse modo, com a pandemia, houve a desaceleração ou a paralisação de vários setores da economia, o que representou uma queda substancial do faturamento das empresas, sendo necessária a demissão de muitos trabalhadores. Em decorrência disso, ocorreu a diminuição da renda média da população, que diminuiu o consumo, que provocou a diminuição da produção, que implicou na diminuição da oferta de empregos. Sendo assim, esse ciclo vai ficando cada vez maior até que haja a falência econômica do país, o que torna importatíssimo a intervenção do Estado para conter esse mecanismo.
Tendo em vista esse cenário, o Governo Federal e o Congresso Nacional criaram o auxílio emergencial , que possibilitou frear o aumento do ciclo de destruição da economia. Tal medida, embora seja necessária, trouxe consequências fiscais para o Brasil, pois além de aumentar o gasto houve também, a diminuição da arrecadação de impostos causado pela retração econômica. Devido a isso, o Instituto Fiscal Idependente(IFI), órgão atrelado ao Senado, promoveu estudos mostrando que a divida brasileira pode chegar a patamares inaceitáveis para países emergentes. Em vista disso, é preciso descatar a importância de se ter as contas públicas saudáveis, pois é a saúde delas que permite o Estado brasileiro manter o investimento nas questões sociais como a educação, a distribuição de renda e o pagamento de salários dos funcionários públicos e das aposentadorias da população brasileira.
Diante do que foi exposto,é preciso criar medias para manter a a roda da economia girando. Desse modo, é necessário que o Governo Federal aliado ao Ministério da Saúde crie protocolos de distanciamento social para os diferentes setores econômicos a fim de promover uma segura atividade laboral para as pessoas, o que promoverá a diminuição do contágio pelo corona vírus. Com essa medida, será possível que haja o aumento da arrecadação de impostos devido ao aumento da atividade produtiva que irá melhorar a questão fiscal fazendo com que o Brasil possa cumprir o seu dever social.