Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 23/11/2020
Na segunda metade do século XIV a Europa sofreu com uma das maiores calamidades que a humanidade já conheceu, a peste bubônica. Ela foi responsável pela mortalidade de cerca de um terço da população europeia e por causar danos financeiros suficientes para mudar todo um sistema econômico, a destruição do feudalismo. Com isso, o mundo contemporâneo analisa o imenso impacto econômico que a nova pandemia, coronavírus (covid), irá trazer para à sociedade. Logo, tentar reduzir o recuo na produtividade e equilibrar as economias são desafios para minimizar os impactos da pandemia na economia global.
Inicialmente, é valido salientar que o lookdown utilizado como medida preventiva para o covid teve como consequência secundária a redução da produtividade de vários segmentos da economia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 5 bilhões de pessoas foram colocadas em quarentena em todo o mundo. Assim, diversas fábricas e produtores rurais tiveram suas atividades suspensas devido a medida sanitária. Consequentemente, a produção mundial de diversos produtos foi drasticamente afetada e seus impactos serão sentidos por anos, segundo matéria veiculada pelo The New York Times.
Além disso, a desigualdade econômica mundial irá favorecer os mais aptos no cenário pós covid. De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), a China terá uma redução de crescimento do seu produto interno bruto (PIB) no ano de 2020, mas se manterá em crescimento. Já países emergentes, como o Brasil, sofrerão retração de suas economias ao ponto do PIB atingir índices negativos. Isso mostra que países que apresentam suas economias ancoradas nos setores secundário e terciário, além de conterem com mercados internos mais sólidos, irão superar as adversidades financeiras advindas da pandemia com uma maior destreza.
Portanto, a análise dos impactos da pandemia do coronavírus na economia deve ser tratado com veemência e medidas devem ser aplicadas de forma a minimizar as consequências. Para tanto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá refinanciar as dívidas externas dos países onde as economias sofreram maiores impactos devido a pandemia, permitindo que os mesmos retomem a produtividade e retomem o rumo do crescimento econômico. Essa medida deve ser aplicada após apresentação dos relatórios econômicos por parte dos interessados, relatório este que deve demonstrar à necessidade da renegociação. Ademais, a OMC deverá estabelecer regras para equilibrar as relações econômicas após a pandemia, de forma não permitir que um país menos desgastado financeiramente submeta menores economias ao seu jugo.