Coronavírus: impactos da pandemia na economia
Enviada em 26/11/2020
A crise econômica global durante e após a pandemia do Corona vírus está ligada a uma precariedade do sistema de saúde mundial. A fim de não sobrecarregar esse sistema, que já se encontrava deficiente, a política de isolamento social e o fechamento do comércio foram utilizados no controle das contaminações. Mesmo contribuindo na contenção dos casos, esse gerou recessão no setor comercial, além da falência de diversas empresas e um crescente número de desempregos.
As organizações financeiras, desde especulações de uma possível pandemia, atualmente vigente, previam um declínio no comportamento econômico de todos os países, e de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), esse será o pior desempenho no âmbito financeiro desde uma crise de 1929. Essa realidade é consequência da construção histórico-sanitária mundial, onde diversas endemias e pandemias já demonstraram que uma cultura de remediação ao evitar da prevenção, o acesso nulo ou carência de uma boa qualidade de serviços de saúde pública agravam e criam outras crises. Logo, o organismo público necessita de equilíbrio em todos os setores, para que assim, as adversidades de um, não se juntem com os outros, transformando-se em uma problemática ainda maior.
Dessa forma, esse desequilíbrio estrutural conduziu todas as associações sociais à mudança na forma de se relacionar com os outros no contexto pandêmico: o isolamento social. Com isso, as redes comerciais de medicação e alimentação foram mantidas abertas, porém os restantes mantendo-se fechados até ordens de reabertura do governo. Além disso, diversos profissionais foram despedidos, empresas faliram e os preços das mercadorias subiram, consequentemente, 80% dos países declararam situação de emergência financeira.
Portanto, o FMI, juntamente com uma Organização Mundial da Saúde, deve, por meio de uma assembleia Internacional, construir um projeto de reconstrução comercial e sanitária de todos os países, realizando o redirecionamento de verbas para desenvolvimento financeiro e o sistema de saúde de cada país, que por intermédio de um financiamento coletivo, reverterão os impactos da pandemia. Com a realização dessa e a efetivação das propostas, em longo prazo, a economia e a saúde mundial tendem ao retorno do desenvolvimento.