Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 27/11/2020

Em março de 2020, a COVID-19 foi anunciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma pandemia, e essa doença de caráter infeccioso é transmitida por meio de gotículas geradas por indivíduos infectados. Nesse sentido, o isolamento social tornou-se a maneira mais eficaz para frear a contaminação e impedir que mais sujeitos fossem afetados. Desse modo, as indústrias, comércios e empresas foram obrigados a fecharem e seguirem as regras estabelecidas, o que gerou uma série de problemas econômicos, como a recessão financeira devido à  falta da circulação de capital.

Convém analisar, inicialmente, que o capitalismo, sistema consolidado após o final da Guerra Fria, é baseado na propriedade privada dos meios de produção e sua operação com fins lucrativos possui como uma de suas características a acumulação do capital. Nessa lógica, o poder de compra e venda é a ferramenta que mantem as relações comerciais funcionando de modo que a economia do país possa fluir, visto que em cima de cada produto é cobrado uma taxa de imposto para benefício da nação. Entretanto, devido ao corona vírus a circulação de capital sofreu redução, uma vez que os indivíduos pararam de frequentar espaços públicos para respeitar a quarentena. Como resultado, o que se observou foi a dificuldade das empresas em manterem as atividades funcionando devido ao aumento das despesas sem a entrada do lucro, o que consequentemente acentua o desemprego.

Outrossim, o impacto da pandemia na economia se manifesta principalmente na inflação, pois, com a liberação do auxilio emergencial - medida provisória lançada pelo governo para impedir a falta de circulação de dinheiro - a inflação do país aumenta, já que o dinheiro retirado do país, que estava se recuperando da crise de 2008, seria reposto na forma do aumento de impostos. Dessa forma, as consequências dessa crise econômica acentuada pelo corona vírus além de provocar uma queda no nível de produção geral, desmascara ainda mais a desigualdade social, uma vez que o pequeno comerciante ou desempregado, por exemplo, já não dispõe da quantia suficiente para comprar o alimento inflacionado.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para preparar o país para enfrentar a crise financeira gerada pela pandemia. Logo, cabe ao poder Executivo em parceira com os governos locais promoverem o incentivo ao comércio digital por meio de propagandas nas mídias televisas que demonstrem como essa alternativa pode ser posta em prática para as empresas a fim de que não fiquem sem vender os produtos e mantenham o distanciamento social de modo que circule o capital. Ademais, os bancos privados devem propor apoio aos negócios por intermédio de empréstimos com taxas de juros reduzidas e pagamento prologando a fim de que o comércio não permaneça estagnado.