Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 01/12/2020

Em março desse ano, a covid19 foi classificada como pandemia mundial pela Organização Mundial da Saúde. Conforme dados do Ministério da Saúde, a doença já causou mais de 150 mil mortes no Brasil e, não surpreendentemente, as áreas com maior número de casos são aqueles que não possuem saneamento básico e nem um bom suporte de saúde pública, em outras palavras, como periferias. A população nessas condições sofre não só com a falta de hospitais, mas também com o desemprego e a falta de recursos financeiros para enfrentar a crise atual, evidenciando a desigualdade social do país.

Nesse cenário, uma das propostas do Ministério da Saúde foi a criação de hospitais de campanha, os quais atenderiam pessoas infectadas pelo coronavírus. Contudo, o projeto não foi realizado da maneira correta devido à má gestão dos recursos e desvio de dinheiro público. Esses hospitais são essenciais, visto que, enquanto famílias com melhores patrões de vida podem pagar planos de saúde, uma população marginalizada fica um mercê do sistema de saúde já sobrecarregado há muito tempo.

Entretanto, o serviço de saúde não é o único problema. De acordo com uma pesquisa da Folha de São Paulo, 72% dos moradores de favelas não possuem economias para viver nem por uma semana. A falta de uma reserva de emergência fica clara em uma situação na qual muitas pessoas estão perdendo seus empregos, visto que empresas estão falindo, então a preocupação não é só uma possibilidade de contrair o vírus, mas também de ficar desempregado e incapaz de sustentar a si mesmo e sua família.

Por isso, devem ser ações com urgência. Uma das maneiras de oferecer os serviços que a população precisa é a criação de pequenas unidades de saúde em vários pontos das periferias, em vez de grandes hospitais que demandam extensas obras, afim de agilizar o processo e manter o atendimento médico próximo à quem o utilizará . Além disso, a distribuição de cestas básicas, especialmente para aqueles que estão desempregados, é imprescindível.