Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 03/12/2020

A situação econômica do Brasil, devido à pandemia da COVID-19 é preocupante. A tentativa do governo federal de lidar com o problema foi de encontro à todas as recomendações internacionais, o que agravou o quadro do país. As instituições, ao redor do mundo buscaram de exemplo surtos viróticos anteriores, como ocorreu com a gripe espanhola em 1918 e 1919 para entender como lidar com a situação atual. Apesar disso, o país sofreu com o “lockdown” e a recessão econômica, que apenas aumentou.

O governo federal seguiu a linha contrária de todas as indicações para realizar o distanciamento social, mesmo assim, vários Municípios e Estados brasileiros levaram seus servidores para tele-trabalhos. O comércio foi fechado e o nível de contágio do coronavírus se estabilizou. Mas não sem consequências econômicas. Sem o comércio aberto a economia das cidades entraram em recesso, vários empresários precisaram dar férias coletivas ou realizar demissões em massa para manterem os negócios em funcionamento, mesmo com as portas fechadas.

Ademais, os efeitos do distanciamento social foi claro na sociedade brasileira, segundo os jornais de maiores circulações como: Folha de São Paulo e Carta Capital, o número de violência doméstica aumentou no país, além da quantidade de pessoas que acabaram cometendo suicido pelos desdobramentos de quadro depressivos. A falta de matéria-prima para alguns setores do comércio também gerou problemas.

A implementação do “lockdown” e, em uma fase mais brada, o distanciamento social com fechamento de escolas, comércios e transferências dos trabalhos para teletrabalhos foi eficaz, mas ficou claro que é necessária uma infra-estrutura governamental para lidar com os problemas que tal quadro se mostrou para população brasileira, principalmente na área econômica.

Uma solução seria, através de programas governamentais, fomentar o deslocamento do comércio para o mundo virtual, através de aplicativos de encomendas como iFood e Uber Eats; plataformas como a Amazon e Submarino. Ademais, os serviços essenciais, como supermercados e farmácias serem mantidos em funcionamento, com protocolos que evitem aglomerações; escolas primárias devem fazer rodízios e o ensino médio e superior concentrar seus cursos de forma virtual, até que o vírus seja controlado. O contato com familiares deve ser estimulado através conversas e reuniões via web. Apenas dessa forma, e com um alinhamento entre governo federal, estadual e municipal, é possível ter certo controle da economia durante esse momento de crise.