Coronavírus: impactos da pandemia na economia

Enviada em 20/12/2020

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, em seus últimos dias à frente do Ministério da Saúde, afirmou que a economia será o grande desafio do Brasil em face da pandemia. Nesse sentido, dentre os problemas mais evidentes está o desemprego e a informalidade que contribuem para o agravamento da condição sócioeconômica de parte da população. Logo, ações serão necessárias para mitigar os impactos dessa problemática.

Em primeiro plano, evidencia-se a grave situação econômica que o Brasil está em razão da crise sanitária do coronavírus. De acordo com o jornal El País, o Brasil perdeu mais de 2 milhões de postos de trabalho no decorrer do ano de 2020. Essa situação deveu-se a necessidade do distanciamento social e, consequentemente, o fechamento obrigatório de vários setores da economia. Dessa forma, torna-se preciso retomar a geração de empregos a partir da concessão de incentivos fiscais pelo Governo Federal e subsídios para empresas se estabelecerem no país.

Somado a isso, há 38 milhões de pessoas que estão na informalidade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ex-ministro Ciro Gomes nomeou esse problema como “uberização da economia”, afinal, trata-se de trabalhos sem proteção trabalhista, de saúde e previdenciária. Com a pandemia, esse trabalhos informais, que geralmente são feitos nas ruas e em ambientes aglomerados, tiveram que ser suspensos. Desse modo, com a paralização dessas atividades, as pessoas desses serviços enfretam a excassês de recursos financeiros prejudicando a segurança alimentar de suas famílias.

Diante disso, não restam dúvidas que a pandemia causou um grande impacto econômico ao país. Para tanto, é imperiosa a ação do Governo Federal em ampliar benefícios econômicos (como o auxílio emergencial) para atingir os desempregados e trabalhadores na informalidade, de modo que esse recurso, com valor suficiente, garanta segurança alimentar e vida digna. Com isso, essas pessoas poderão ter os efeitos econômicos adversos da crise sanitária atenuados.